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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Greve da Suframa completa 16 dias, e Federação teme prejuízos

Servidores da Suframa entram em greve nesta quinta-feira por tempo indeterminado

Paralisação dos funcionários da autarquia federal deve causar prejuízo diário de R$ 300 milhões, segundo Cieam

 
Durante assembleia, servidores da Suframa votaram pela paralisação por tempo inderteminado
Durante assembleia no dia 15, servidores da Suframa votaram pela paralisação por tempo inderteminado (Antônio Lima)
Servidores vão cumprir a decisão tomada em assembleia na última sexta-feira (15) e iniciar greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (21). Conforme o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o prejuízo pode chegar a R$ 300 milhões por dia de paralisação. Em aproximadamente dois meses, as empresas da Zona Franca de Manaus começarão a sentir o impacto da greve, segundo afirma o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Athaídes Mariano.
Anderson Belchior, presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), afirma que nessa greve atual, deixaram as reivindicações mais administrativas para focar na reestruturação da carreira. O veto (dia 8) da presidente Dilma a um artigo presente na MP 660, que se refere à equiparação salarial dos servidores da Suframa é o motivo da atual greve.
“Estamos negociando com o governo federal desde 2006, e fomos enganados em 2013 e 2014. O governo federal não quer resolver. Nós passamos pela Câmara com 354 votos e passamos pelo Senado por unanimidade, foram 81 votos. E a presidente da República não respeitou a voz do povo e não respeitou o Congresso Federal e vetou a decisão dada por eles”, destaca o presidente do Sindiframa.
Reivindicação
Para o vice-presidente da Fieam, a reinvindicação dos servidores da Suframa é “muito digna e pertinente. Por isso, é necessário que o governo federal encontre um ponto de equilíbrio. Se não pode agora porque a economia está difícil, que faça um acordo com eles. Que comecem a estabelecer um diálogo”, afirma Athaídes Mariano.
No entanto, para o presidente do Sindframa, a greve só será encerrada “se o Ministério do Planejamento ou a Casa Civil mostrarem pelo menos a medida que deve ser tomada para a reestruturação da carreira”, destaca Anderson Belchior.
A paralisação começa com as áreas não essenciais, respeitando o tempo de 48 horas para ser executada segundo a Lei da Greve, e posteriormente as essenciais, respeitando as 72 horas. “Hoje, não teremos paralisação na área de liberação de mercadorias e de acompanhamento de projetos industriais, mas todas as outras estão paradas. Tivemos dificuldade de entregar algumas notificações, mas a partir de sexta-feira (22), se conseguirmos entregar todos os documentos, a paralisação será geral”, destaca Belchior.
Para o vice-presidente da Fieam, o impacto da greve dos servidores da Suframa deverá ser sentido em médio prazo. “Normalmente as empresas tem um estoque médio de três meses – salvo algumas exceções”.
Cieam aciona Justiça contra paralisação
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) decidiu ajuizar uma ação coletiva contra a greve dos servidores da Suframa. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (20) durante assembleia geral extraordinária, que reuniu empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) associadas da entidade.
De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco, defender os direitos dessas empresas de executar suas atividades é papel do Cieam. “Somos solidários aos pleitos dos servidores da Suframa. No entanto, temos que defender os direitos de nossos associados. Isso não tem nada contra o movimento dos servidores, mas entendemos que a sociedade não pode ser penalizada pela falta de bom senso e entendimento do governo federal para com os servidores”.
 
 
 
Greve da Suframa causa transtornos em postos de fiscalização
02:07 Economia, Notícias 25/05/2015 - 14h19 BrasíliaEmbed
Graziele Bezerra
A greve dos servidores da Suframa completou cinco dias nesta segunda-feira (25) e começa a causar transtornos nos postos de fiscalização.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, caminhões formam filas em Rondônia, Amapá e Roraima, aguardando atendimento e liberação de mercadorias.

Ainda de acordo com Belchior, os postos funcionam com 30% da capacidade, dando prioridade para alimentos, materiais médicos e odontológicos e medicamentos. E a longo prazo os impactos poderão ser bem maiores.

Sonora: "O primeiro impacto é ao transportador. Hoje o transportador vai ficar parado aguardando a liberação da mercadoria. A médio prazo nós teremos no Pólo industrial de Manaus a paralisação de algumas linhas de produção, por falta de insumos, e o desabastecimento de alguns itens não essenciais no comércio. E para longo prazo é a paralisação, por completo, do Pólo Industrial de Manaus e o colapso na economia."

A categoria exige a reestruturação da carreira dos servidores da autarquia. Segundo Anderson Belchior, essa é uma cobrança que já dura mais de 10 anos. O presidente do sindicato diz que a falta de uma carreira atraente está afastando os servidores da Suframa.

Sonora: Com essa defasagem salarial absurda, a falta de uma carreira estruturada na Suframa, gera uma evasão absurda. A média do governo federal para saída depois de concursos é de 18%. E na Suframa está em 40%, o que inviabiliza a manutenção do projeto Zona Franca de Manaus."

Atualmente a Suframa tem 531 servidores ativos no Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.
 
 
 
8/06/2015 15h06- Atualizado em 08/06/2015 15h06

Categoria relata insatisfação com decisão da presidente Dilma Rousseff.
Governo Federal vetou medida que reestrutura plano de carreiras.
Diego ToledanoDo G1 AM

A greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manausx (Suframa) completa 16 dias nesta segunda-feira (8). A categoria anunciou a greve como protesto ao veto da presidente Dilma Rousseff em relação à medida provisória 660, que determina a reestruturação do plano de cargos e carreiras. Sem previsão do retorno às atividades, a greve começa a afetar a indústria. Uma medida judicial determinou que servidores da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) realizem serviços da autarquia com o objetivo de manter o funcionamento das atividades no estado.
saiba mais
A mobilização acontece em todos os cinco estados e 14 unidades em que a Suframa atua. A paralisação conta com aproximadamente 95% de adesão.

Em entrevista ao G1, o presidente do Sindicato dos Servidores da Sufram (Sindframa), Anderson Belchior, disse que a ação trata-se de uma manifestação contra o "desrespeito do Governo Federal com o servidor".
"A medida foi aprovada na Câmara com 344 votos e por unanimidade no Senado. Quando foi passada para a presidente, a medida foi vetada. É um desrespeito e, por isso, não existe previsão de retorno das atividades", afirmou.
O representante da categoria ressaltou que esta não é a primeira vez que os servidores se sentem desrespeitados pelo Executivo. Segundo ele, o acordo feito em 2014 para encerrar a paralisação da época não foi cumprido pelo Governo Federal. "Os 240 dias acordados se passaram e não foi apresentada nenhuma melhoria aos funcionários", comentou.
Mais de duas semanas após o início da paralisação, a categoria permanece sem respostas do Governo Federal. Segundo Belchior, houve uma reunião com o Ministério do Planejamento no dia 26 de maio.
"Não recebemos uma resposta definida - seja ela positiva ou negativa. Esperamos agora pelo dia 11 de maio, quando irá acontecer audiência no Congresso Nacional para discutir o veto", disse.

Impactos
Com a paralisação das atividades da Suframa, a indústria e o comércio manauense começam a sofrer os primeiros impactos. Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a população deve começar a sentir falta de produtos em breve.
"Existem vários caminhões parados porque a Suframa é quem faz a liberação destas mercadorias. Sem a ação dela, os equipamentos ficam parados e não chegam ao destino final. Não somos contra a mobilização, mas temos que ver até que ponto isso pode nos prejudicar de modo geral", avaliou.

Apoio
Azevedo contou ainda que uma decisão federal deve auxiliar na liberação das mercadorias e matérias-primas acumuladas em transportadoras. Segundo ele, uma ação determinou que a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) realize parte do trabalho de liberação de mercadorias.
"É lógico que algumas empresas já têm enfrentado problemas, já que tudo que entra no Amazonas depende da Suframa. Isso, com certeza, influencia também na arrecadação do Estado", falou.
 
 
 
 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

19/02/2015 - GREVE SUFRAMA

31/03/2014 - 18h48


Servidores condicionam fim da greve da Suframa à assinatura de acordos trabalhistas

Servidores da Suframa ficaram 42 dias em greve. Foto: Divulgação

Servidores da Suframa ficaram 42 dias em greve. Foto: Divulgação





O primeiro termo de acordo, entre MDIC, Sindframa e Suframa, deliberou as seguintes solicitações dos servidores: reforma das unidades da Suframa, especialmente as descentralizadas, de acordo com a necessidade; cessão gratuita, em até 15 dias, de área para refeitório na sede de Manaus; levantamento da necessidade de treinamento e qualificação nas áreas de atuação dos servidores; cursos de pós-graduação stricto e latu sensu na área de atuação dos servidores; e implementação imediata da Portaria Suframa 271/2010, especialmente no que se refere à flexibilização do horário de trabalho. Além disso, ficou estabelecido o cancelamento da decisão de corte de ponto dos servidores e da penalização dos terceirizados afetados pela greve.
O segundo acordo estabelece um grupo de trabalho, composto por Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM), Sindframa, MDIC, MPOG e Suframa, que criará uma agenda específica para desenvolver estudos sobre aperfeiçoamento, desenvolvimento e criação de carreira na Suframa.
A greve foi iniciada no dia 19 de fevereiro, durando 42 dias.
 

Greve da Suframa pode causar prejuízos de R$ 13 bilhões, estima CIEAM

09/04/2014

Retomada gradual da normalidade promete devolver em cinco dias a liberação de mercadorias travadas no Polo Industrial de Manaus
O Polo Industrial de Manaus amargou prejuízos estimados em R$ 13 bilhões com a greve da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O cálculo é do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), com base no faturamento médio da indústria local, que é de aproximadamente R$ 300 milhões por dia. O fim da greve que durou 47 dias foi oficializado nesta terça-feira, 8 de abril, após a maioria dos trabalhadores decidir aceitar as propostas do Governo Federal.
Segundo o CIEAM, a retomada progressiva da normalidade, que promete devolver em cinco dias a liberação das mercadorias travadas, de acordo com a liderança do movimento, impõe um mutirão em todos os serviços que ficaram prejudicados. Segundo a entidade, esta é a forma mais eficaz de mitigar parte dos danos gerados pela greve, que alcançam perdas irrecuperáveis.
O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Wilson Périco, destaca como prioridade a retomada das solicitações e análises de PPBs (Processo Produtivo Básico), principal porta de entrada de investimentos da indústria na região. Ainda será necessário acelerar a liberação das PLIs (Pedido de Licença de Importação) de ativos, peças de reposição de uso e consumo, análise de projetos, liberação de cadastros, liberação dos diversos tipos de laudos técnicos, inclusão de insumos na lista padrão e cadastro de novos produtos.
“A greve termina após chegar ao limite de 2.700 carretas no pico da greve e 40.000 toneladas de cargas retidas em Manaus, gerando perdas ainda incalculáveis”, afirma Périco. Segundo o executivo, o fim da paralisação foi viabilizada após importantes acordos com o Governo Federal e a expectativa de melhorias em curto e médio prazos para os servidores. “Avanços relacionados às condições de trabalho na Suframa e à reestruturação da carreira são conquistas consideráveis para os servidores”, avalia.
O Governo Federal garantiu também a remuneração integral dos 70% dos servidores que integraram o movimento grevista. Estes servidores deverão compensar, posteriormente, os dias de trabalho perdidos em função da paralisação. Com o retorno às atividades, os carregamentos há mais tempo no pátio da Suframa deverão ter prioridade na liberação.

21/05/2015 - GREVE SUFRAMA AP

24/05/2015 08h29- Atualizado em 24/05/2015 08h29

Greve da Suframa pode afetar mercadorias em Macapá e Santana

Servidores cobram valorização salarial para a categoria.
Paralisação causa demora na liberação de mercadorias na ALCMS.

Abinoan SantiagoDo G1 AP
Suframa está com 70% das atividades paradas no
Amapá (Foto: Reprodução/TV Amapá)
Servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) iniciaram na quinta-feira (21) uma greve por tempo indeterminado. O movimento diz que a paralisação das atividades atinge diretamente a liberação de mercadorias fiscalizadas pelos técnicos da Suframa na Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS). A categoria cobra a derrubada do veto da Medida Provisória 660, que reestrutura a carreira dos servidores da autarquia. A greve também acontece em outros estados da Amazônia.
"Não temos pólo industrial, mas área de livre comércio. Então as empresas cadastradas na Suframa recebem benefícios fiscais, mas no momento em que nós paramos, a mercadoria começa a demorar a ser liberada", falou Glauciane Brito, líder do movimento de greve da Suframa no Amapá. Segundo ela, o impacto com o atraso das mercadorias ainda é imensurável.
 
Comércio do Amapá pode ser afetado com greve
(Foto: Abinoan Santiago/G1)
Existem atualmente 32 funcionários da Suframa no estado. Estão paralisados 70% do quadro efetivo, segundo ela.
A categoria diz que o veto da presidência da República na MP 660 não cria condições salariais adequadas para a função dos servidores na Suframa.
O vencimento atual do funcionário em início de carreira é de R$1.439. Segundo o movimento de greve, após o estágio probatório o rendimento aumenta apenas R$ 50. Com as gratificações, o salário pode chegar a R$ 3 mil. "Esse veto é injusto porque precisamos ser valorizados", reclamou Glauciane.

21/05/2015 - GREVE SUFRAMA AC, AM, AP, RO e RR

25/05/2015 19h14- Atualizado em 25/05/2015 19h14

Greve da Suframa completa 4 dias e pode afetar comércio em Roraima

Apenas itens da cesta básica estão sendo fiscalizados, diz grevista.
Greve iniciada na quinta-feira (25) cobra derrubada de veto na MP 660.


Emily CostaDo G1 RR                                                     

Segundo grevista, apenas 30% da categoria continua fiscalizando mercadorias durante o período de greve (Foto: Arquivo pessoal)
 
A greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) em Boa Vista completou quatro dias nesta segunda-feira (25) e já provoca preocupações quanto ao abastecimento em empresas e supermercados de Roraima.
De acordo com o agente administrativo e representante dos grevistas no estado, Liendenson de Melo, desde quinta-feira (21), 30% da categoria tem fiscalizado apenas os produtos que compõem a cesta básica.
"Aqueles que não são considerados essenciais não estão passando pela fiscalização e consequentemente estão impedidos de ser comercializados. Por isso, caso a greve continue por mais algum tempo, pode haver desabastecimento no estado", disse Melo.
Com exceção de bebidas alcoólicas, cigarros, armas e munições, todos os produtos vendidos em Roraima tem de passar pela fiscalização da Suframa, segundo ele.
Melo acrescentou ainda que na quarta-feira (27), os líderes do movimento vão se reunir com o governo em Brasília para negociar os 'rumos da greve'. "Nesta conversa, saberemos o posicionamento do governo e iremos decidir como ficará a paralisação", explicou.
A principal revindicação dos grevistas é a derrubada do veto presidencial à Medida Provisória 660, que trata do enquadramento de servidores dos ex-territórios no âmbito federal, referente ao artigo que garantia a reestruturação do plano de cargos, carreiras e remuneração.

A paralisação atinge o Acre, Rondônia, Amazonas,Amapá e Roraima. Os manifestantes também cobram melhorias no ambiente de trabalho.

21/05/2015 - GREVE SUFRAMA AM

Priscila Caldas - Jornal do Commerciopcaldas@jcam.com.br
Atualizado em 21/05/2015 08:37:16
 

Cieam ingressa com ação contra greve dos servidores da Suframa, em Manaus

 
Presidente do Cieam afirmou que é solidário aos reivindicantes da Suframa, mas que é preciso garantir o direito de atuação das empresas


MANAUS
- O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) decidiu ajuizar uma ação coletiva contra a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A decisão foi tomada na tarde de quarta-feira (20) durante assembleia geral extraordinária, que reuniu empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) associadas à entidade. O movimento grevista inicia nesta quinta-feira (21) e e acontece por tempo indeterminado.
O presidente do Cieam, Wilson Périco, disse que o papel da entidade é de defender as indústrias em qualquer ocasião que coloque a produtividade das fabricantes em risco. Périco afirmou que é solidário aos reivindicantes da Suframa, mas que é preciso garantir o direito de atuação das empresas. “Entendemos e somos solidários aos pleitos dos servidores da Suframa. No entanto, temos que defender os direitos de nossos associados, motivo pelo qual a ação está sendo discutida. Isso não tem nada contra o movimento dos servidores, mas entendemos que a sociedade não pode ser penalizada pela falta de bom senso e entendimento do governo federal para com os servidores”, explicou.



Périco ainda disse que está otimista quanto à tentativa da bancada do Amazonas em reverter o veto à MP 660/2014 anunciado pela presidente da República Dilma Rousseff. “Sabemos do empenho de nossa bancada e também do quanto é difícil mobilizar todo o Congresso com uma questão local como essa. Estamos acompanhando e trabalhando para que isso aconteça”, declarou.
Durante a paralisação dos servidores da autarquia deflagrada em 2014, o Cieam impetrou um mandado de segurança no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região para pedir a liberação das mercadorias destinadas ao processo fabril, que foram retidas em função da greve dos servidores da autarquia. A última greve durou 47 dias e gerou um prejuízo estimado em R$ 300 milhões ao dia.
Périco lembra que existem outras ameaças de greve que podem afetar o PIM, como a dos auditores da Receita Federal, dos fiscais agropecuários e dos fiscais da Anvisa. “O ano de 2015 já aponta com retração para o Polo Industrial de Manaus. Essas questões podem agravar ainda mais essa situação. Estamos atentos e buscaremos todas as formas de evitar um impacto ainda maior aos investimentos feitos no PIM, assim como aos empregos gerados por esses investimentos”, concluiu.
Greve inicia hoje
Os primeiros serviços a serem interrompidos, nesta quinta-feira (21), são os relacionados ao setor administrativo. A partir de amanhã será a vez dos trabalhos pertinentes ao acompanhamento de projetos industriais e de liberação de mercadorias. O movimento é reivindicatório ao veto presidencial referente ao 9º artigo da MP (Medida Provisória) 660/20104, que prevê a reestruturação salarial dos funcionários da autarquia.
O presidente do Sindframa (Sindicato dos Servidores da Suframa), Anderson Belchior, anuncia que a partir desta quinta-feira (21) serão paralisados somente os serviços considerados não essenciais, que são os setores de apoio que desenvolvem atividades administrativas. Na sexta-feira, será a vez da interrupção das atividades essenciais, referentes aos acompanhamentos de projetos industriais e às liberações de mercadorias.
Segundo Belchior, em atendimento à legislação, apenas 30% das mercadorias que entram na ZFM (Zona Franca de Manaus) e áreas de livre comércio serão liberadas pelos funcionários. “Em respeito à lei da greve vamos manter a atuação de 30% dos serviços”, informou.
O presidente do sindicato ainda assegurou que o movimento será finalizado somente após o atendimento, por parte da presidência da República, às reivindicações apresentadas pela categoria. Para que isso aconteça, será necessário acontecer a derrubada do veto. “Estamos confiando nos parlamentares quanto à derrubada do veto e esperamos que o governo federal se sensibilize e atenda às nossas solicitações. O prejuízo estimado para esta greve é de R$ 13 bi, o mesmo montante calculado na última paralisação”, disse.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, informou que está tomando as devidas providências na tentativa de amenizar a situação, de forma que as empresas não tenham os seus planejamentos atrasados. “Tentamos amenizar a situação para que os principais atores do desenvolvimento não sejam prejudicados. Entendemos a situação dos servidores da Suframa. Estivemos juntos, em discussões, e agora buscamos a retirada do veto no senado”, afirmou. “A greve é sempre prejudicial. Vamos precisar tomar medidas jurídicas para que não haja interferências em nossas liberações e as indústrias consequentemente não sejam afetadas”, completou.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Dnit repara trecho da Transamazônica em que cratera 'engoliu' micro-ônibus

25/03/2015 10h11- Atualizado em 25/03/2015 10h13

Equipe técnica está no local desde terça-feira, 24, para recompor rodovia.
Previsão é do tráfego nesse trecho seja liberado ainda nesta quarta, 25

Do G1 PA
 
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) está trabalhando no trecho da rodovia Transamazônica que rompeu na última segunda-feira (23). A equipe técnica está no local desde terça-feira (24) para recompor a rodovia.
A previsão do Dnit é do tráfego nesse trecho entre Rurópolis e Itaituba, no sudoeste do Pará, seja liberado ainda nesta quarta-feira (25). Neste ponto um micro-ônibus que foi “engolido” pela cratera e levado pela correnteza.
Entenda o caso
As chuvas fortes abriram uma cratera no quilômetro 40 da rodovia BR-230, na tarde da última segunda-feira (23), impedindo o acesso por via terrestre a Rurópolis. Um micro-ônibus que trafegava pela rodovia Transamazônica chegou a cair na cratera e tentou ser resgatado com ajuda de outro veículo, mas o cabo usado para puxá-lo cedeu, fazendo com que ele fosse arrastado pela força das águas. O motorista e os passageiros foram resgatados e ninguém se feriu.

Aumento de combustíveis deve reajustar preço de frete e de produtos

G1
Edição do dia 03/02/2015

03/02/2015 09h26- Atualizado em 03/02/2015 09h26
Preço do frete deve ficar mais caro, cerca de 37% dos custos de transportes de cargas vem do diesel. Seca causa aumento no preço do álcool.
 
 
A gasolina ficou mais cara em todo o país. O aumento dos impostos chegou na bomba para o consumidor. E novos reajustes devem vir por aí. O aumento dos combustíveis acaba atingindo vários setores.
Principalmente, o aumento de preço de combustível. É com ele que os caminhões cruzam o país, levando alimentos, produtos. Se o diesel sobe, a tendência é que o frete no transporte sobe também. Já o preço da gasolina deu um salto e pesa diretamente no bolso do consumidor. No interior do Amazonas tem posto vendendo o litro do combustível por R$ 3,40.
O aumento dos combustíveis já era previsto. O preço, na bomba, é livre, pode ser diferente entre os postos e varia de cidade para cidade, mas o reajuste nos impostos, anunciado pelo governo federal, já foi repassado. Teve gente que se assustou. Em Londrina, a gasolina chegou a R$ 3,30.
Em Manaus, ficou ainda mais cara: R$ 3,55. O diesel também subiu e chegou a R$ 3,00 em Porto Alegre.
Morador de Brasília, o vendedor Aloísio Teles roda mais de 100 quilômetros por dia para vender as sandálias que chegam de várias partes do país. No posto onde abastece, a gasolina passou de R$ 3,19 para R$ 3,45. “Não vou conseguir passar para meu cliente o aumento da gasolina, então vai ficar no meu bolso. Pesado, pesado”, conta.
A gente vai sentir o aumento dos combustíveis também em outros setores. O preço do frete, por exemplo, deve ficar mais caro. De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, até 37% dos custos do transporte de cargas vem do diesel.
“O efeito cascata é inevitável. Em primeiro lugar, o custo da movimentação vai ficar mais alto, isso tende a ser repassado para o frete e o frete, de certa forma, vai ter o seu papel de contribuição na composição de preço dos produtos”, analisa o diretor executivo da CNT Bruno Bastista.
A Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística ainda está calculando qual será o impacto do aumento do diesel nos fretes. Mas o diretor fala que o aumento vai chegar e rápido. “O repasse ao cliente tem que ser imediato porque realmente o diesel já está subindo hoje, ontem e hoje já está subindo na bomba, e isso leva a um desencaixe imediato das transportadoras que não teriam condições de absorver esse aumento”, afirma o diretor técnico da NTC Neuto Gonçalves dos Reis.
O aumento de impostos sobre os combustíveis faz parte do pacote do governo para tentar reequilibrar as contas públicas. A medida procurar reverter a fraca arrecadação do ano passado.
Álcool também tem reajuste no preço
E até o preço do álcool subiu. Isso sem nenhum efeito do imposto sobre o combustível. A explicação para essa alta é a entressafra da cana-de-açúcar, que esse ano deve se estender por um período mais longo que nos anos anteriores por conta da seca. Mas, além disso, os produtores de álcool dizem que amargaram prejuízos por um longo período durante todo o tempo que o governo segurou o preço da gasolina para controlar a inflação. Com esse aumento, vale lembrar para quem tem carro flex que só compensa abastecer com etanol se o preço do litro não for maior do que 70% do preço da gasolina.
Em Ribeirão Preto, o litro do etanol chegou a R$ 2,27. É um preço recorde, o maior desde 2003 quando a Agência Nacional do Petróleo começou a fazer esse tipo de levantamento.
Mesmo assim, os donos de usina dizem que o que eles recebem não cobre os custos de produção.

Postos repassam aumento a consumidor e gasolina fica mais cara

02/02/2015 17h48- Atualizado em 02/02/2015 20h06

Fisco diz que impacto seria de R$ 0,22 para gasolina. Porém, alterações foram variadas em postos de São Paulo.
Karina Trevizan e Marcelo BrandtDo G1, em São Paulo


Na Zona Sul, posto na Rua Pedro Noel aumentou R$ 0,25 o preço da gasolina entre sexta e segunda, mas manteve o custo do etanol inalterado (Foto: Marcelo Brandt / G1)

Postos de gasolina de São Paulo repassaram para o consumidor o aumento dos impostos sobre a gasolina e diesel. A tributação sobre os combustíveis foi elevada a partir de domingo (1º), conforme decreto presidencial publicado no "Diário Oficial da União".
De acordo com o Fisco, o impacto do aumento seria de R$ 0,22 por litro para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel. Porém, o aumento variou em postos diferentes, chegando a R$ 0,35 em um dos postos visitados pela reportagem. O governo espera arrecadar R$ 12,18 bilhões com a medida em 2015.
Veja abaixo fotos tiradas em postos de gasolina de São Paulo na sexta-feira (30) e nesta segunda (2).
Posto na rua Eleonora Cintra, no Jardim Anália Franco, Zona Leste, teve aumento de R$ 0,10 no preço do etanol e de R$ 0,20 no da gasolina (Foto: Karina Trevizan/G1)
Na Rua Rito Peixoto, na Zona Sul, posto manteve o preço do etanol inalterado entre sexta e segunda, mas aumentou o da gasolina em R$ 0,25 (Foto: Marcelo Brandt / G1)
 
Na Rua Serra de Bragança, na Zona Leste, houve aumento de R$ 0,10 no preço do etanol e de R$ 0,20 no da gasolina entre sexta e segunda (Foto: Karina Trevizan/G1)
Em posto na Avenida Morumbi, na Zona Sul, preço aumentou R$ 0,35 por litro entre sexta e segunda (Foto: Marcelo Brandt / G1)
 
Na rua Emília Marengo, no Tatuapé, Zona Leste, o etanol aumentou R$ 0,10 de sexta para segunda. Já a gasolina teve alta de R$ 0,20. (Foto: Karina Trevizan/G1)
 
Na avenida Jurubatuba, Zona Sul, houve aumento no preço da gasolina e do diesel entre sexta e segunda. As altas foram de R$ 0,25 e R$ 0,17, respectivamente. O etanol não aumentou (Foto: Marcelo Brandt / G1)
 
Na Rua Monte Serrat, na Zona Leste, houve aumento de R$ 0,25 no preço da gasolina e etanol ficou inalterado. O Diesel subiu R$ 0,15. (Foto: Karina Trevizan/G1)
Na semana passada, representantes do setor do comércio varejista de derivados do petróleo já haviam informado que pretendiam repassar o aumento integralmente ao consumidor caso as distribuidoras optassem pelo aumento na revenda.
O Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) informou na quinta-feira (29) que a decisão de repassar ou não o aumento é de cada distribuidora, não havendo posicionamento oficial do setor sobre o assunto.
O aumento da tributação sobre os combustíveis nas refinarias faz parte do pacote do governo de elevação de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas neste ano.
A medida tenta reverter a forte deterioração em 2014 pela fraca arrecadação do governo. O aumento dos impostos vai afetar o consumidor.

Alta de impostos de combustível será repassada a refinarias, diz Petrobras


19/01/2015 22h40- Atualizado em 19/01/2015 22h51
Governo anunciou aumento de impostos para gasolina e diesel.

Petrobras informou que o valor será embutido em seu preço de venda.

Do G1, em São Paulo

Preço da gasolina irá subir

(Foto: Reprodução/ TV TEM)

A Petrobras informou na noite desta segunda-feira (19) que o preço líquido para a empresa na venda de combustíveis ficará inalterado, após o anúncio do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o aumento do PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina e o diesel.

Isso significa que a Petrobras irá acrescer o valor desses dois impostos nas vendas das refinarias para as distribuidoras. O aumento do preço nas bombas para o consumidor depende de determinação dos postos.
O aumento
 
O ministro da Fazenda anunciou nesta segunda a elevação do PIS, da Cofins e da Cide sobre os combustíveis. Segundo Levy, o impacto será de R$ 0,22 para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel. O PIS e a Cofins terão alta imediata, mas o aumento da Cide só terá validade daqui a 90 dias. A expectativa do governo é arrecadar R$ 12,18 bilhões com esta medida em 2015.
"Daqui a três meses [quando começar a valer o aumento da Cide], temos intenção de reduzir o PIS e a Cofins", declarou ele. Questionado sobre qual será o impacto no preço dos produtos para o consumidor, o ministro informou que "isso vai depender da evolução do mercado e da politica de preços da Petrobras".
O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, afirmou nesta segunda que o repasse do retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis no preço pago pelos consumidores nos postos é uma "tendência natural".
Ele defende a redução dos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias para evitar que o novo custo seja repassado às bombas.
Cide teve sua alíquota zerara em 2012 justamente para atenuar nos últimos anos o impacto do aumento do preços preços cobrados pela Petrobras.
Agora, com a queda do preço do petróleo e dos combustíveis no mercado internacional, a Fecombustíveis avalia que a Petrobras tem margem para reduzir os seus preços. "Seria o mais inteligente para não impactar o consumidor e compensar a cobrança da Cide", afirmou Miranda.
A compensação, segundo ele, será defendida em reunião do Ministério de Minas e Energia com representantes do setor de combustíveis marcada para a quinta-feira (22).
Ao ser questionado nesta segunda-feira sobre o impacto no preço dos produtos para o consumidor, Levy afirmou que isso dependeria "da evolução do mercado e da política de preços da Petrobras".
Preço da gasolina está quase 70% acima do internacional
Com a queda do preço do petróleo, a Petrobras passou a vender os combustíveis com um prêmio expressivo em relação a valores internacionais. O preço da gasolina nas refinarias do Brasil já está quase 70% acima do preço da referência internacional do combustível, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Trata-se da maior diferença desde o final de outubro do ano passado quando os preços dos combustíveis no Brasil deixaram de estar defasados em relação ao mercado internacional.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Emissão de gases estufa atinge níveis sem precedentes


O maior e mais abrangente relatório sobre mudanças climáticas, divulgado em 2014 pelas Nações Unidas, mostrou que a humanidade vivencia a última chance de reverter o processo de aquecimento global.
A síntese do quinto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), elaborada com a participação de 800 cientistas de 80 países, e divulgada em novembro em Copenhague, na Dinamarca, indicou que, se não houver redução imediata na emissão de gases de efeito estufa, os meios de adaptação não serão suficientes, e a vida no planeta ficará ameaçada.
“As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”, disse na ocasião o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri.
O relatório mostrou que a emissão de gases de efeito estufa atingiu níveis sem precedentes nos últimos 800 anos, gerando o aquecimento da terra, o derretimento das geleiras e o consequente aumento do nível do mar.
O aquecimento médio global combinado da Terra e dos oceanos no período de 1880 a 2012 chegou a 0,85 °C.
O nível do mar aumentou 19 centímetros de 1991 a 2010, número maior do que os registrados nos últimos dois milênios.
O relatório alertou também para a acidificação dos oceanos em 26% por causa da apreensão de gás carbônico da atmosfera, o que pode ter impacto grave sobre os ecossistemas marítimos.
Caso não haja redução das mudanças climáticas, os cientistas preveem impactos severos e irreversíveis para a humanidade e para os ecossistemas.
“Meios de vida serão interrompidos por tempestades, por inundações decorrentes do aumento do nível do mar e por períodos de seca e extremo calor. Eventos climáticos extremos podem levar à desagregação das redes de infraestrutura e serviços. Há risco de insegurança alimentar, de falta de água, de perda de produção agrícola e de meios de renda, particularmente em populações mais pobres”, destaca o documento.
Para frear as mudanças climáticas e gerenciar os riscos, de acordo com o relatório do IPCC, as nações precisam promover ações combinadas de mitigação e adaptação.
“Reduções substanciais nas emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas podem diminuir os riscos das mudanças climáticas e melhorar a possibilidade de adaptação efetiva às condições existentes”. Os cientistas reconheceram, entretanto, que essas reduções demandarão mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e institucionais consideráveis.
Ao apresentar o relatório, nas palavras de Rajendra Pachauri, “a comunidade científica passou o bastão para os políticos”, para que eles tomem as decisões acertadas em tempo hábil.
Um mês depois, entre os dias 2 e 12 de dezembro, em Lima, no Peru, delegações de 196 países tiveram dificuldades para encontrar um consenso sobre o desenho do que será o tão esperado acordo global do clima, definindo metas para a redução na emissão de gases de efeito estufa.
O Chamamento de Lima para a Ação sobre o Clima, título dado ao documento, foi aprovado no apagar das luzes da 20ª Conferência do Clima, o que causou dúvidas sobre a capacidade dos líderes mundiais de negociar, na 21ª Conferência do Clima (COP 21), em Paris, em dezembro do ano que vem, um amplo e ambicioso acordo capaz de frear os efeitos das mudanças climáticas e garantir o futuro da humanidade.
O texto aprovado em Lima traz várias opções possíveis para a construção de um acordo climático em 2015, mas não apresenta conclusões sobre os pontos mais polêmicos: a definição de metas para o corte nas emissões de gases de efeito estufa e a consequente adaptação das nações para economias mais verdes, por meio da inovação nas indústrias e do investimento em energias renováveis.
O cientista sênior e consultor do Instituto Nacional de Pesquisa Ambiental da Dinamarca Hans Sanderson, em entrevista à Agência Brasil, disse que o relatório do IPCC não foi compreendido como deveria e não gerou a pressão esperada sobre a classe política. Consequentemente, observou ele, os resultados alcançados em Lima não foram suficientes.
“O sistema adotado pelas Nações Unidas nas conferências do clima não é efetivo e deveria ser substituído por um outro formato mais elaborado, com maior poder de decisão”, disse.
“Com certeza, o desenho de acordo aprovado na COP 20 não reflete a urgência que as mudanças climáticas demandam”, enfatizou.
Sobre as expectativas da comunidade científica para a COP 21, em Paris, ele disse que acha difícil um acordo. “O que veremos é mais uma versão enxugada, empurrando as decisões e as ações reais para o futuro”.
Na opinião do cientista, a meta de evitar que a temperatura da terra aumente mais do que 2 °C não pode mais ser alcançada.
“Imagine se as COPs fossem tão decisivas e efetivas em garantir recursos como foram as guerras mundiais no passado. Não estamos falando em ciência aeroespacial, a maioria das questões científicas centrais já foi discutida. Agora é uma questão de agir, mas há muitos conflitos de interesse entre países que impedem essa ação.”
Ele destacou, entretanto, alguns avanços na questão climática ocorridos em 2014. “Vimos os Estados Unidos e a China assinarem acordos para reduzir as emissões; vimos muitas cidades e países, como o Uruguai e a Alemanha, avançando rumo a 100% de energias renováveis em poucos anos; vimos o fortalecimento das discussões em torno de uma adaptação às mudanças climáticas. Tudo isso é avanço.”

(Fonte: Agência Brasil - 30/12/2014)