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quinta-feira, 18 de junho de 2015

GREVE DA SUFRAMA CHEGA AO 25º DIA

17/06/2015 06h05 - Atualizado em 17/06/2015 14h16

Mercadoria retida durante greve da Suframa acumula R$ 394,6 milhões

Paralisação de servidores chega a 25º dia nesta quarta-feira (16).
Segundo Cieam, mais de mil carretas estão paradas.

Diego Toledano Do G1 AM
Atividades foram suspensas na manhã desta terça (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM) 
Atividades foram suspensas em Manaus (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)
Os efeitos da paralisação dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) - que completa 25 dias nesta quarta-feira (17) - começam a ser sentidos pela indústria. Segundo o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), cerca de 1.127 carretas estão retidas em portos de Manaus, o que equivale a R$ 394, 6 milhões em mercadorias. A categoria protesta contra o veto do Governo Federal para a medida que reavaliaria o plano de cargos e carreiras dos servidores.
Os carregamentos das carretas paradas chegam a 22.460 toneladas. Em entrevista ao G1, o diretor executivo do Cieam, Ronaldo Mota, contou que os prejuízos da greve têm chegado às empresas.
"Por enquanto, a indústria não contabilizou prejuízos diretos com relação às vendas. A continuidade delas com certeza vai ser um problema - já que boa parte dessas carretas traz matéria-prima para a indústria, que alimenta o país inteiro", disse.
Embora a quantidade alarmante de mercadorias retidas ainda não cause sintomas no preço final de produtos que chegam às prateleiras, Mota ressaltou que a situação pode ser agravada caso a greve dos servidores se prolongue por mais tempo.
"Já existe, de certa forma, um prejuízo financeiro para as empresas que estão importando esses materiais, porque a fatura para o pagamento vai chegar normalmente, e o empresário vai ter que pagar sem estar com as encomendas em mãos", disse ele, destacando que existe ainda a parcela do valor pago destinada à arrecadação do Estado.
Na tentativa de amenizar a situação instável da indústria amazonense, a 3ª Vara Federal determinou que um grupo de servidores da Secretaria de Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM) assuma atribuições da Suframa. De acordo com a Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom), os servidores devem atuar em atividades de fiscalização, concessão de licenças de importação, desembaraço de mercadorias e análise de projetos de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), comprometidas com a greve.

(Foto: Jamile Alves/G1 AM) 
"A Sefaz já faz isso para o estado, e pode fazer para a Suframa também. Ainda assim, é necessário entender que a aplicação da medida não é imediata. Espera-se que, hoje ou amanhã, já exista uma determinação sobre a liberação das mercadorias nacionais", comentou Mota.
A greve
A categoria anunciou a greve como protesto ao veto da presidente Dilma Rousseff em relação à medida provisória 660, que determina a reestruturação do plano de cargos e carreiras. A mobilização acontece em todos os cinco estados e 14 unidades em que a Suframa atua. A paralisação conta com aproximadamente 95% de adesão.
Mais de duas semanas após o início da paralisação, a categoria permanece sem respostas do Governo Federal. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, houve uma reunião com o Ministério do Planejamento no dia 26 de maio.
"Não recebemos uma resposta definida - seja ela positiva ou negativa. Esperamos agora pelo dia 11 de maio, quando irá acontecer audiência no Congresso Nacional para discutir o veto", disse.



15/06/2015 21h56 - Atualizado em 15/06/2015 22h36

Em greve, servidores da Suframa no Acre pedem apoio de empresários

Classe pede que empresários solicitem derrubada de veto a deputados.
Greve por tempo indeterminado foi deflagrada no dia 21 de maio.

Iryá Rodrigues Do G1 AC

Segundo grevista, apenas 30% da categoria continua fiscalizando mercadorias durante o período de greve (Foto: Arquivo pessoal)Suframa está em greve desde o dia 21 de maio
(Foto: Arquivo pessoal)
Há 25 dias em greve, os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Acre se reuniram com empresários, nesta segunda-feira (15), para apresentar suas reivindicações e pedir apoio do setor. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Renato Santos, a intenção é que os empresários solicitem aos deputados federais e senadores da República, apoio para a derrubada do veto da Medida Provisória 660, referente ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores.

Ao menos 20 empresários locais participaram da reunião, entre eles, representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio), da Associação Comercial do Acre (Acisa).

De acordo com Santos, a votação para a derrubada do veto está prevista para ocorrer nesta terça-feira (16), em Brasília. Os servidores precisam de ao menos 257 votos de deputados federais, mais 41 de senadores para conseguir a derrubada do veto.

Santos ressalta que mais de 200 carretas estão paradas na Suframa por conta da greve. "Apresentamos para os empresários a atual situação da Suframa, e explicamos a razão de suas mercadorias estarem paradas. Caso o veto não seja derrubado, os servidores da Suframa permanecerão em greve por tempo indeterminado", afirma.

Entenda o caso
Desde o dia 21 de maio deste ano, os servidores da a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) estão em greve. De acordo com o vice-presidente do Sindframa, Renato Santos, a greve deve seguir por tempo indeterminado, até que seja derrubado o veto a um artigo da Medida Provisória 660, referente ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores.

Ainda segundo Santos, recentemente, um juiz acatou o pedido de uma outra ação de caminhoneiros, onde cinco servidores da servidores da Secretaria de Estado da Fazenda foram disponibilizados para realizar alguns serviços.

"Esses cinco funcionários da Sefaz foram disponibilizados para fazer o serviço de 300 servidores da Sufram
a. O interessante é que o servidor da Sefaz recebe em média R$ 20 mil e o da Suframa, no mesmo nível, recebe R$ 5 mil, ou seja, eles recebem 400 vezes mais que nós. Estamos brigando pela estrutura do prédio, liberação de recursos para investimentos nas unidades e não apenas a questão salarial", falou.

Segundo o MPF-AC a solicitação de intervenção dos caminhoneiros ainda não chegou ao órgão. Entretanto, explicou que já interviu em outras situações como essa, mas que só pode tomar as medidas necessárias após a formalização das exigências e análise da situação dos caminhoneiros.

Alegando prejuízos , a Associação Acreana de Supermercados (Asas) cogita a possibilidade de acionar a Justiça para que as mercadorias que chegam ao estado sejam descarregadas sem o registro imediato do órgão.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Greve da Suframa completa 16 dias, e Federação teme prejuízos

Servidores da Suframa entram em greve nesta quinta-feira por tempo indeterminado

Paralisação dos funcionários da autarquia federal deve causar prejuízo diário de R$ 300 milhões, segundo Cieam

 
Durante assembleia, servidores da Suframa votaram pela paralisação por tempo inderteminado
Durante assembleia no dia 15, servidores da Suframa votaram pela paralisação por tempo inderteminado (Antônio Lima)
Servidores vão cumprir a decisão tomada em assembleia na última sexta-feira (15) e iniciar greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (21). Conforme o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o prejuízo pode chegar a R$ 300 milhões por dia de paralisação. Em aproximadamente dois meses, as empresas da Zona Franca de Manaus começarão a sentir o impacto da greve, segundo afirma o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Athaídes Mariano.
Anderson Belchior, presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), afirma que nessa greve atual, deixaram as reivindicações mais administrativas para focar na reestruturação da carreira. O veto (dia 8) da presidente Dilma a um artigo presente na MP 660, que se refere à equiparação salarial dos servidores da Suframa é o motivo da atual greve.
“Estamos negociando com o governo federal desde 2006, e fomos enganados em 2013 e 2014. O governo federal não quer resolver. Nós passamos pela Câmara com 354 votos e passamos pelo Senado por unanimidade, foram 81 votos. E a presidente da República não respeitou a voz do povo e não respeitou o Congresso Federal e vetou a decisão dada por eles”, destaca o presidente do Sindiframa.
Reivindicação
Para o vice-presidente da Fieam, a reinvindicação dos servidores da Suframa é “muito digna e pertinente. Por isso, é necessário que o governo federal encontre um ponto de equilíbrio. Se não pode agora porque a economia está difícil, que faça um acordo com eles. Que comecem a estabelecer um diálogo”, afirma Athaídes Mariano.
No entanto, para o presidente do Sindframa, a greve só será encerrada “se o Ministério do Planejamento ou a Casa Civil mostrarem pelo menos a medida que deve ser tomada para a reestruturação da carreira”, destaca Anderson Belchior.
A paralisação começa com as áreas não essenciais, respeitando o tempo de 48 horas para ser executada segundo a Lei da Greve, e posteriormente as essenciais, respeitando as 72 horas. “Hoje, não teremos paralisação na área de liberação de mercadorias e de acompanhamento de projetos industriais, mas todas as outras estão paradas. Tivemos dificuldade de entregar algumas notificações, mas a partir de sexta-feira (22), se conseguirmos entregar todos os documentos, a paralisação será geral”, destaca Belchior.
Para o vice-presidente da Fieam, o impacto da greve dos servidores da Suframa deverá ser sentido em médio prazo. “Normalmente as empresas tem um estoque médio de três meses – salvo algumas exceções”.
Cieam aciona Justiça contra paralisação
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) decidiu ajuizar uma ação coletiva contra a greve dos servidores da Suframa. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (20) durante assembleia geral extraordinária, que reuniu empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) associadas da entidade.
De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco, defender os direitos dessas empresas de executar suas atividades é papel do Cieam. “Somos solidários aos pleitos dos servidores da Suframa. No entanto, temos que defender os direitos de nossos associados. Isso não tem nada contra o movimento dos servidores, mas entendemos que a sociedade não pode ser penalizada pela falta de bom senso e entendimento do governo federal para com os servidores”.
 
 
 
Greve da Suframa causa transtornos em postos de fiscalização
02:07 Economia, Notícias 25/05/2015 - 14h19 BrasíliaEmbed
Graziele Bezerra
A greve dos servidores da Suframa completou cinco dias nesta segunda-feira (25) e começa a causar transtornos nos postos de fiscalização.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, caminhões formam filas em Rondônia, Amapá e Roraima, aguardando atendimento e liberação de mercadorias.

Ainda de acordo com Belchior, os postos funcionam com 30% da capacidade, dando prioridade para alimentos, materiais médicos e odontológicos e medicamentos. E a longo prazo os impactos poderão ser bem maiores.

Sonora: "O primeiro impacto é ao transportador. Hoje o transportador vai ficar parado aguardando a liberação da mercadoria. A médio prazo nós teremos no Pólo industrial de Manaus a paralisação de algumas linhas de produção, por falta de insumos, e o desabastecimento de alguns itens não essenciais no comércio. E para longo prazo é a paralisação, por completo, do Pólo Industrial de Manaus e o colapso na economia."

A categoria exige a reestruturação da carreira dos servidores da autarquia. Segundo Anderson Belchior, essa é uma cobrança que já dura mais de 10 anos. O presidente do sindicato diz que a falta de uma carreira atraente está afastando os servidores da Suframa.

Sonora: Com essa defasagem salarial absurda, a falta de uma carreira estruturada na Suframa, gera uma evasão absurda. A média do governo federal para saída depois de concursos é de 18%. E na Suframa está em 40%, o que inviabiliza a manutenção do projeto Zona Franca de Manaus."

Atualmente a Suframa tem 531 servidores ativos no Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.
 
 
 
8/06/2015 15h06- Atualizado em 08/06/2015 15h06

Categoria relata insatisfação com decisão da presidente Dilma Rousseff.
Governo Federal vetou medida que reestrutura plano de carreiras.
Diego ToledanoDo G1 AM

A greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manausx (Suframa) completa 16 dias nesta segunda-feira (8). A categoria anunciou a greve como protesto ao veto da presidente Dilma Rousseff em relação à medida provisória 660, que determina a reestruturação do plano de cargos e carreiras. Sem previsão do retorno às atividades, a greve começa a afetar a indústria. Uma medida judicial determinou que servidores da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) realizem serviços da autarquia com o objetivo de manter o funcionamento das atividades no estado.
saiba mais
A mobilização acontece em todos os cinco estados e 14 unidades em que a Suframa atua. A paralisação conta com aproximadamente 95% de adesão.

Em entrevista ao G1, o presidente do Sindicato dos Servidores da Sufram (Sindframa), Anderson Belchior, disse que a ação trata-se de uma manifestação contra o "desrespeito do Governo Federal com o servidor".
"A medida foi aprovada na Câmara com 344 votos e por unanimidade no Senado. Quando foi passada para a presidente, a medida foi vetada. É um desrespeito e, por isso, não existe previsão de retorno das atividades", afirmou.
O representante da categoria ressaltou que esta não é a primeira vez que os servidores se sentem desrespeitados pelo Executivo. Segundo ele, o acordo feito em 2014 para encerrar a paralisação da época não foi cumprido pelo Governo Federal. "Os 240 dias acordados se passaram e não foi apresentada nenhuma melhoria aos funcionários", comentou.
Mais de duas semanas após o início da paralisação, a categoria permanece sem respostas do Governo Federal. Segundo Belchior, houve uma reunião com o Ministério do Planejamento no dia 26 de maio.
"Não recebemos uma resposta definida - seja ela positiva ou negativa. Esperamos agora pelo dia 11 de maio, quando irá acontecer audiência no Congresso Nacional para discutir o veto", disse.

Impactos
Com a paralisação das atividades da Suframa, a indústria e o comércio manauense começam a sofrer os primeiros impactos. Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a população deve começar a sentir falta de produtos em breve.
"Existem vários caminhões parados porque a Suframa é quem faz a liberação destas mercadorias. Sem a ação dela, os equipamentos ficam parados e não chegam ao destino final. Não somos contra a mobilização, mas temos que ver até que ponto isso pode nos prejudicar de modo geral", avaliou.

Apoio
Azevedo contou ainda que uma decisão federal deve auxiliar na liberação das mercadorias e matérias-primas acumuladas em transportadoras. Segundo ele, uma ação determinou que a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) realize parte do trabalho de liberação de mercadorias.
"É lógico que algumas empresas já têm enfrentado problemas, já que tudo que entra no Amazonas depende da Suframa. Isso, com certeza, influencia também na arrecadação do Estado", falou.
 
 
 
 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

19/02/2015 - GREVE SUFRAMA

31/03/2014 - 18h48


Servidores condicionam fim da greve da Suframa à assinatura de acordos trabalhistas

Servidores da Suframa ficaram 42 dias em greve. Foto: Divulgação

Servidores da Suframa ficaram 42 dias em greve. Foto: Divulgação





O primeiro termo de acordo, entre MDIC, Sindframa e Suframa, deliberou as seguintes solicitações dos servidores: reforma das unidades da Suframa, especialmente as descentralizadas, de acordo com a necessidade; cessão gratuita, em até 15 dias, de área para refeitório na sede de Manaus; levantamento da necessidade de treinamento e qualificação nas áreas de atuação dos servidores; cursos de pós-graduação stricto e latu sensu na área de atuação dos servidores; e implementação imediata da Portaria Suframa 271/2010, especialmente no que se refere à flexibilização do horário de trabalho. Além disso, ficou estabelecido o cancelamento da decisão de corte de ponto dos servidores e da penalização dos terceirizados afetados pela greve.
O segundo acordo estabelece um grupo de trabalho, composto por Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM), Sindframa, MDIC, MPOG e Suframa, que criará uma agenda específica para desenvolver estudos sobre aperfeiçoamento, desenvolvimento e criação de carreira na Suframa.
A greve foi iniciada no dia 19 de fevereiro, durando 42 dias.
 

Greve da Suframa pode causar prejuízos de R$ 13 bilhões, estima CIEAM

09/04/2014

Retomada gradual da normalidade promete devolver em cinco dias a liberação de mercadorias travadas no Polo Industrial de Manaus
O Polo Industrial de Manaus amargou prejuízos estimados em R$ 13 bilhões com a greve da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O cálculo é do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), com base no faturamento médio da indústria local, que é de aproximadamente R$ 300 milhões por dia. O fim da greve que durou 47 dias foi oficializado nesta terça-feira, 8 de abril, após a maioria dos trabalhadores decidir aceitar as propostas do Governo Federal.
Segundo o CIEAM, a retomada progressiva da normalidade, que promete devolver em cinco dias a liberação das mercadorias travadas, de acordo com a liderança do movimento, impõe um mutirão em todos os serviços que ficaram prejudicados. Segundo a entidade, esta é a forma mais eficaz de mitigar parte dos danos gerados pela greve, que alcançam perdas irrecuperáveis.
O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Wilson Périco, destaca como prioridade a retomada das solicitações e análises de PPBs (Processo Produtivo Básico), principal porta de entrada de investimentos da indústria na região. Ainda será necessário acelerar a liberação das PLIs (Pedido de Licença de Importação) de ativos, peças de reposição de uso e consumo, análise de projetos, liberação de cadastros, liberação dos diversos tipos de laudos técnicos, inclusão de insumos na lista padrão e cadastro de novos produtos.
“A greve termina após chegar ao limite de 2.700 carretas no pico da greve e 40.000 toneladas de cargas retidas em Manaus, gerando perdas ainda incalculáveis”, afirma Périco. Segundo o executivo, o fim da paralisação foi viabilizada após importantes acordos com o Governo Federal e a expectativa de melhorias em curto e médio prazos para os servidores. “Avanços relacionados às condições de trabalho na Suframa e à reestruturação da carreira são conquistas consideráveis para os servidores”, avalia.
O Governo Federal garantiu também a remuneração integral dos 70% dos servidores que integraram o movimento grevista. Estes servidores deverão compensar, posteriormente, os dias de trabalho perdidos em função da paralisação. Com o retorno às atividades, os carregamentos há mais tempo no pátio da Suframa deverão ter prioridade na liberação.

21/05/2015 - GREVE SUFRAMA AP

24/05/2015 08h29- Atualizado em 24/05/2015 08h29

Greve da Suframa pode afetar mercadorias em Macapá e Santana

Servidores cobram valorização salarial para a categoria.
Paralisação causa demora na liberação de mercadorias na ALCMS.

Abinoan SantiagoDo G1 AP
Suframa está com 70% das atividades paradas no
Amapá (Foto: Reprodução/TV Amapá)
Servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) iniciaram na quinta-feira (21) uma greve por tempo indeterminado. O movimento diz que a paralisação das atividades atinge diretamente a liberação de mercadorias fiscalizadas pelos técnicos da Suframa na Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS). A categoria cobra a derrubada do veto da Medida Provisória 660, que reestrutura a carreira dos servidores da autarquia. A greve também acontece em outros estados da Amazônia.
"Não temos pólo industrial, mas área de livre comércio. Então as empresas cadastradas na Suframa recebem benefícios fiscais, mas no momento em que nós paramos, a mercadoria começa a demorar a ser liberada", falou Glauciane Brito, líder do movimento de greve da Suframa no Amapá. Segundo ela, o impacto com o atraso das mercadorias ainda é imensurável.
 
Comércio do Amapá pode ser afetado com greve
(Foto: Abinoan Santiago/G1)
Existem atualmente 32 funcionários da Suframa no estado. Estão paralisados 70% do quadro efetivo, segundo ela.
A categoria diz que o veto da presidência da República na MP 660 não cria condições salariais adequadas para a função dos servidores na Suframa.
O vencimento atual do funcionário em início de carreira é de R$1.439. Segundo o movimento de greve, após o estágio probatório o rendimento aumenta apenas R$ 50. Com as gratificações, o salário pode chegar a R$ 3 mil. "Esse veto é injusto porque precisamos ser valorizados", reclamou Glauciane.

21/05/2015 - GREVE SUFRAMA AC, AM, AP, RO e RR

25/05/2015 19h14- Atualizado em 25/05/2015 19h14

Greve da Suframa completa 4 dias e pode afetar comércio em Roraima

Apenas itens da cesta básica estão sendo fiscalizados, diz grevista.
Greve iniciada na quinta-feira (25) cobra derrubada de veto na MP 660.


Emily CostaDo G1 RR                                                     

Segundo grevista, apenas 30% da categoria continua fiscalizando mercadorias durante o período de greve (Foto: Arquivo pessoal)
 
A greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) em Boa Vista completou quatro dias nesta segunda-feira (25) e já provoca preocupações quanto ao abastecimento em empresas e supermercados de Roraima.
De acordo com o agente administrativo e representante dos grevistas no estado, Liendenson de Melo, desde quinta-feira (21), 30% da categoria tem fiscalizado apenas os produtos que compõem a cesta básica.
"Aqueles que não são considerados essenciais não estão passando pela fiscalização e consequentemente estão impedidos de ser comercializados. Por isso, caso a greve continue por mais algum tempo, pode haver desabastecimento no estado", disse Melo.
Com exceção de bebidas alcoólicas, cigarros, armas e munições, todos os produtos vendidos em Roraima tem de passar pela fiscalização da Suframa, segundo ele.
Melo acrescentou ainda que na quarta-feira (27), os líderes do movimento vão se reunir com o governo em Brasília para negociar os 'rumos da greve'. "Nesta conversa, saberemos o posicionamento do governo e iremos decidir como ficará a paralisação", explicou.
A principal revindicação dos grevistas é a derrubada do veto presidencial à Medida Provisória 660, que trata do enquadramento de servidores dos ex-territórios no âmbito federal, referente ao artigo que garantia a reestruturação do plano de cargos, carreiras e remuneração.

A paralisação atinge o Acre, Rondônia, Amazonas,Amapá e Roraima. Os manifestantes também cobram melhorias no ambiente de trabalho.

21/05/2015 - GREVE SUFRAMA AM

Priscila Caldas - Jornal do Commerciopcaldas@jcam.com.br
Atualizado em 21/05/2015 08:37:16
 

Cieam ingressa com ação contra greve dos servidores da Suframa, em Manaus

 
Presidente do Cieam afirmou que é solidário aos reivindicantes da Suframa, mas que é preciso garantir o direito de atuação das empresas


MANAUS
- O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) decidiu ajuizar uma ação coletiva contra a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A decisão foi tomada na tarde de quarta-feira (20) durante assembleia geral extraordinária, que reuniu empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) associadas à entidade. O movimento grevista inicia nesta quinta-feira (21) e e acontece por tempo indeterminado.
O presidente do Cieam, Wilson Périco, disse que o papel da entidade é de defender as indústrias em qualquer ocasião que coloque a produtividade das fabricantes em risco. Périco afirmou que é solidário aos reivindicantes da Suframa, mas que é preciso garantir o direito de atuação das empresas. “Entendemos e somos solidários aos pleitos dos servidores da Suframa. No entanto, temos que defender os direitos de nossos associados, motivo pelo qual a ação está sendo discutida. Isso não tem nada contra o movimento dos servidores, mas entendemos que a sociedade não pode ser penalizada pela falta de bom senso e entendimento do governo federal para com os servidores”, explicou.



Périco ainda disse que está otimista quanto à tentativa da bancada do Amazonas em reverter o veto à MP 660/2014 anunciado pela presidente da República Dilma Rousseff. “Sabemos do empenho de nossa bancada e também do quanto é difícil mobilizar todo o Congresso com uma questão local como essa. Estamos acompanhando e trabalhando para que isso aconteça”, declarou.
Durante a paralisação dos servidores da autarquia deflagrada em 2014, o Cieam impetrou um mandado de segurança no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região para pedir a liberação das mercadorias destinadas ao processo fabril, que foram retidas em função da greve dos servidores da autarquia. A última greve durou 47 dias e gerou um prejuízo estimado em R$ 300 milhões ao dia.
Périco lembra que existem outras ameaças de greve que podem afetar o PIM, como a dos auditores da Receita Federal, dos fiscais agropecuários e dos fiscais da Anvisa. “O ano de 2015 já aponta com retração para o Polo Industrial de Manaus. Essas questões podem agravar ainda mais essa situação. Estamos atentos e buscaremos todas as formas de evitar um impacto ainda maior aos investimentos feitos no PIM, assim como aos empregos gerados por esses investimentos”, concluiu.
Greve inicia hoje
Os primeiros serviços a serem interrompidos, nesta quinta-feira (21), são os relacionados ao setor administrativo. A partir de amanhã será a vez dos trabalhos pertinentes ao acompanhamento de projetos industriais e de liberação de mercadorias. O movimento é reivindicatório ao veto presidencial referente ao 9º artigo da MP (Medida Provisória) 660/20104, que prevê a reestruturação salarial dos funcionários da autarquia.
O presidente do Sindframa (Sindicato dos Servidores da Suframa), Anderson Belchior, anuncia que a partir desta quinta-feira (21) serão paralisados somente os serviços considerados não essenciais, que são os setores de apoio que desenvolvem atividades administrativas. Na sexta-feira, será a vez da interrupção das atividades essenciais, referentes aos acompanhamentos de projetos industriais e às liberações de mercadorias.
Segundo Belchior, em atendimento à legislação, apenas 30% das mercadorias que entram na ZFM (Zona Franca de Manaus) e áreas de livre comércio serão liberadas pelos funcionários. “Em respeito à lei da greve vamos manter a atuação de 30% dos serviços”, informou.
O presidente do sindicato ainda assegurou que o movimento será finalizado somente após o atendimento, por parte da presidência da República, às reivindicações apresentadas pela categoria. Para que isso aconteça, será necessário acontecer a derrubada do veto. “Estamos confiando nos parlamentares quanto à derrubada do veto e esperamos que o governo federal se sensibilize e atenda às nossas solicitações. O prejuízo estimado para esta greve é de R$ 13 bi, o mesmo montante calculado na última paralisação”, disse.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, informou que está tomando as devidas providências na tentativa de amenizar a situação, de forma que as empresas não tenham os seus planejamentos atrasados. “Tentamos amenizar a situação para que os principais atores do desenvolvimento não sejam prejudicados. Entendemos a situação dos servidores da Suframa. Estivemos juntos, em discussões, e agora buscamos a retirada do veto no senado”, afirmou. “A greve é sempre prejudicial. Vamos precisar tomar medidas jurídicas para que não haja interferências em nossas liberações e as indústrias consequentemente não sejam afetadas”, completou.