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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Impacto do Aumento do Diesel nas Operações de TRC


São Paulo, 31 de março de 2021

 

Comunicado Técnico

Impacto do Aumento do Diesel nas Operações de TRC

Semana de 21 de março a 27 de março de 2021

 

É imprescindível para manter a contento a saúde financeira das empresas transportadoras que sejam repassados de forma imediata o acumulado dos aumentos de combustível, até porque este é um custo relevante e que não há formas de reduzi-lo pelo lado do consumo (todas as que existem já foram adotadas)



No quadro abaixo se encontram a variação do diesel a nível Brasil da ANP para diversos períodos e o respectivo impacto no serviço de transporte.



IMPORTANTE: Em geral o combustível pesa, em média, nas operações de veículos rodoviários entre 30 e 35%.

A NTC disponibiliza no seu portal um simulador que permite calcular a variação do diesel S10 ou Comum desde maio de 2004.

Link para o Simulador: http://www.ntctec.org.br/canais/artigos/tecnico-economico-estudos/simulador-combustivel-diesel/10694

Atenciosamente

DECOPE
NTC&Logística


 



terça-feira, 16 de março de 2021

A ESCALADA DE PREÇOS DOS INSUMOS QUE COMPÕEM O CUSTO DO FRETE

 

O setor do TRC depara-se com uma equação que se torna mais complexa a cada dia. São aumentos expressivos nos custos para aquisições de caminhões e semi reboques, pneus e óleo diesel, insumos diretamente afetados pelo câmbio “R$ x U$$”, pelo preço do barril de petróleo e do aço no mercado internacional, dentre outras variáveis.

De outra banda seus contratantes, em especial grandes embarcadores, exigem investimentos expressivos e contínuos em qualidade, veículos modernos com no máximo “x” anos de idade, programas e certificações ambientais, de segurança viária, dentre outros.

Estudos realizados pela &Logística no final do ano de 2020, apontaram uma defasagem média na ordem de 13,9% no valor dos fretes rodoviários, conforme publicado no site NTC/CONET. Somente em 2021, nos deparamos com 5 reajustes no óleo diesel, com elevação histórica de 41,5% na refinaria. Considerando que o diesel representa, em média, 40% do custo do frete, os 5 reajustes resultam 16,60% de necessidade de incremento no preço final do frete.

Um conjunto “cavalo trucado + carreta baú 06 eixos Zero Km”, que em 2019 girava na ordem de R$ 500.000, hoje já beira os R$ 750.000. Fabricantes e fornecedores de pneus enviam comunicados quinzenais – senão semanais – informando inviabilidade de entregas e fechamento de preços antecipados e que o valor a ser cobrado pelo pneu será do “dia do faturamento” conforme taxa cambial e preço do petróleo.

A conclusão é simples e não poderia ser outra. Atualmente, os serviços de fretes rodoviários amargam a defasagem média de 30,5% sobre as tabelas que estão sendo praticadas.

Para manter o equilíbrio das empresas do segmento do transporte  de cargas, faz-se necessário que elas busquem negociações imediatas com seus clientes para realinhamento de preço dos fretes, tomando por base os índices acima informados.

Sérgio Mário Gabardo
Presidente do SETCERGS




ASIAN COMPANY - NOVO ENDEREÇO

Desde o dia 20/02/2021 a Asian Company Transportes está em novas instalações, na Rua Professor João Cavaleiro Salem, 538 - Pq. das Nações - Guarulhos/SP - Cep.: 07243-580
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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Por G1 PA — Belém
 

Porto da Aeronáutica começa a ser usado para transporte entre Belém e Barcarena
Jornal Liberal 1ª Edição
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Porto da Aeronáutica começa a ser usado para transporte entre Belém e Barcarena
Desde esta terça-feira (28) a travessias de veículos pesados que utilizam balsas para chegar à cidade de Barcarena, no nordeste do Pará, é feita apenas pelo Porto da Comara, na rodovia Arthur Bernardes, em Belém. Desde a queda da ponte de Alça Viária no dia 6 de abril, caminhões e outros veículos pesados faziam esse trajeto saindo o porto de Icoaraci, que agora volta a fazer apenas o percurso Belém-Marajó.
A mudança foi anunciada nesta terça-feira (28) pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon), que começou a usar o novo porto a fim de descentralizar os serviços.
Sem a ponte do Complexo da Alça Viária o uso de balsas pelos rios é a única forma de ligação entre Belém e várias cidades do nordeste paraense. A previsão do Governo do Estado é que a nova ponte seja inaugurada ainda em 2019.
    8 de jul de 2019 às 15:53

quinta-feira, 31 de maio de 2018

VÍDEO: Motorista é espancado por caminhoneiros ao tentar furar bloqueio no Tocantins



Um motorista de caminhão cegonha foi espancado na BR-153, em Miranorte, região central do Tocantins, após furar um dos bloqueios na rodovia.
Aconteceu na tarde de terça, dia 29.
Caminhoneiros aguardaram sua chegada armados de paus e pedras.
O homem teve a roupa rasgada enquanto era retirado da cabine à força. O veículo foi danificado. 
A Polícia Militar informou que foram todos para a delegacia, onde foi lavrado um BO.

Duas rodovias seguem interditadas neste 10º dia de paralisação dos caminhoneiros no Pará

Comboios de combustível e insumos de tratamento de água são escoltados para atender municípios do interior do Pará.


Por G1 PA, Belém
 

Um bloqueio foi registrado nesta quarta-feira (30), pela manhã, na rodovia na BR-316, em Benevides, região metropolitana de Belém. O protesto durou menos de uma hora e interditou os dois sentidos da via. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria de Segurança Pública (Segup) confirmaram no início da noite que dos 19 pontos de interdição de caminhões nas estradas, somente dois continuam na BR-155 e na BR-316.

Agentes da PRF também acompanham comboios de caminhões carregados de combustível escoltados de Belém para a região nordeste e outro de Eldorado dos Carajás para sul e sudeste do estado, onde a paralisação dos caminhoneirosgera falta de combustível e afeta serviços essenciais.

A carga também é acompanhada por equipes da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e do Exército Brasileiro.

Para a região nordeste, o comboio saiu do Porto de Miramar, em Belém, no início da manhã desta quarta-feira (30), com dez caminhões tanques com destino a Paragominas e passando por Mãe do Rio, Concórdia e Aurora do Pará. Na terça-feira (29), o primeiro comboio foi realizado também para o nordeste paraense.

Nas regiões sul e sudeste, os municípios de Xinguara, Sapucaia, São Félix do Xingu, São Domingos do Araguaia, Curionópolis, Redenção, Santana do Araguaia, Cumaru do Norte e Parauapebas já enfrentam o desabastecimento. Doze caminhões tanques transportando combustível são escoltados de Eldorado dos Carajás.

O Comando Militar do Norte informou que também escolta caminhões de fornecedores da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) para transporte de insumos de tratamento de água. O presidente da Cosanpa, Claudio Conde, anunciou que os municípios de Bragança, Dom Eliseu, Itaituba e Conceição do Araguaia podem ter qualidade de áfua afetada devido a retenção dos produtos nos pontos de manifestação nas rodovias.

Para o titular da Segup, Luis Fernandes, a necessidade mais importante é manter os atendimentos em saúde. “A prioridade é a saúde, principalmente para que as pessoas que necessitam de atendimento de alta e média complexidade possam se deslocar até Marabá, e também no atendimento às ambulâncias e postos de saúde nos municípios, assim como a parte de segurança e transportes escolares”.

Tragédia na greve: escalada de violência leva à morte de caminhoneiro

Exército libera rodovias, e abastecimento melhora em todo o país

por 

Agressão. O caminhão de José Batistela, de 70 anos. Ele morreu depois de levar uma pedrada, que o atingiu na cabeça, quando passava por uma manifestação em Rondônia - José Manuel/Rede Amazônica/G1


À noite, o ministro da Segurança, Raul Jungmann, informou que o líder do protesto está detido e estaria sendo ouvido.BRASÍLIA, SÃO PAULO E RIO - No décimo dia de paralisação dos caminhoneiros, a crise de desabastecimento no país arrefeceu, as principais rodovias foram liberadas, mas a violência aumentou. A ação de alguns manifestantes para impedir aqueles que tentam deixar os protestos ou furar pontos de bloqueio resultou ontem em uma tragédia: o caminhoneiro José Batistela, de 70 anos, morreu depois de ser atingido por uma pedra na cabeça. Ele passava por uma manifestação na BR-364, que estava liberada para o tráfego, em Vilhena (RO). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Houve relatos de agressões em vários estados.


— Essa violência é um exemplo trágico do equívoco da violência política e da tentativa de se constranger, agredir e desnaturar um movimento que começou com reivindicações, muitas delas justas, e que foram em sua integralidade atendidas pelo governo — afirmou Jungmann.


De acordo com a PRF, há ainda no país 197 pontos de concentração de manifestantes. Devido aos casos de intimidação e violência, o Palácio do Planalto criou um canal via WhatsApp para receber denúncias. A ideia é que o SOS Caminhoneiro (061 99154-4645) receba vídeos e imagens que retratem abusos e permitam identificar os responsáveis.

— O que estamos assistindo é um espetáculo degradante de covardia daqueles que querem impedir os caminhoneiros de voltar às suas famílias. Vamos punir na forma da lei com rigor esses que estão cometendo essa violência — afirmou Jungmann.
Já o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, disse que os caminhoneiros estão sendo vítimas de aproveitadores:

— Temos uma carona, nesse movimento, de aproveitadores que estão ultrapassando todos os limites.

Jungmann disse que foram presos “infiltrados” que impediram a volta de caminhoneiros ao trabalho, mas não informou quantas prisões foram feitas. Ele informou ainda que a Polícia Federal abriu 54 inquéritos por conta da greve dos caminhoneiros. Estão sendo investigados suspeitas de locaute (greve das empresas) e sabotagem.
Segundo o ministro, o governo não cogita estender o decreto de Garantia da Lei e da Ordem, que colocou as Forças Armadas nas ruas.
Na capital de Roraima, caminhoneiros eram impedidos de passar pelo ponto de concentração na BR-174, em Boa Vista. De acordo com o site G1, ontem pela manhã um caminhão foi perseguido, rendido e depois agredido por outros caminhoneiros ao tentar passar pelo bloqueio. A PRF foi ao local. Um dos manifestantes afirmou que o caminhoneiro estaria em alta velocidade e que havia “desrespeitado a categoria” por furar o bloqueio.
Além das agressões, a perda de carga. Um caminhoneiro foi parado por grevistas ao tentar seguir pela BR-163 em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Sua carga foi confiscada pelos manifestantes, que a derramaram na pista.
No Paraná, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp-PR), Júlio Reis, disse que alguns caminhoneiros relataram ter sido mantidos em cárcere privado.
Caminhoneiros no Rio Grande do Norte contaram estar sendo coagidos, com violência verbal e ameaças físicas, para permanecer nos bloqueios. Quem não quer recorre a estradas de terra, percorrendo o dobro da distância, segundo informações da Polícia Militar, do Exército e de empresários. Caso de Genilson de Souza, que transportava calcário para uma empresa de Parnamirim. Ele contou que chegou a ficar 18 horas preso em um bloqueio:

— Pegar estrada de barro não é seguro. Mas se for pelas pistas, eles não deixam passar.

DEPOIS DA ESCOLTA, AGRESSÕES

“Socorro, mande alguém acudir a gente”. Foi o apelo feito em uma ligação para a PM do estado ontem, quando um motorista de caminhão que passava por uma estrada que liga Natal à BR-101, em Parnamirim, cidade vizinha, foi cercado por cerca de 20 caminhoneiros. Agentes foram até o local e dispersaram o bloqueio.

Já em Minas Gerais, motoristas de caminhões-tanque teriam sido agredidos quando já não contavam mais com a escolta da PM, denunciou o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda. Ele disse que alguns manifestantes fotografaram e fizeram vídeos das placas de caminhões que saíam da Refinaria Gabriel Passos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para abastecer postos. Depois da entrega, quando não havia mais escolta, os veículos teriam sido depredados e alguns motoristas, agredidos.

— Recebi a denúncia de pelo menos quatro casos em que bateram no motorista e depredaram o caminhão. Teve um motorista que disse ter tido um prejuízo de R$ 4 mil. Os motoristas, que já conhecem os grevistas há muito tempo, ficam intimidados — contou Miranda.

Segundo ele, as agressões ocorreram entre o último sábado, dia 26, e terça-feira.
Miranda disse ainda que a Fecombustíveis também recebeu denúncia de que alguns grupos isolados de policiais estariam cobrando de donos de postos de combustíveis para fazer a escolta dos caminhões-tanque. A PM mineira afirmou que a informação é “inverídica” e que, caso tenha conhecimento de fatos similares, tomará as providências cabíveis.
Em Ponta Porã (MS), na tarde de terça-feira, dois caminhoneiros dizem ter sido ameaçados de morte ao tentar abandonar um ponto de bloqueio, de 15 manifestantes, na BR-463, na divisa do Brasil com o Paraguai. O líder do movimento perseguiu, atirou contra o para-brisa do caminhão e depois agrediu um dos homens. Uma perícia será feita para verificar se foi pedra ou tiro de arma de fogo. Uma viatura da PRF, que havia sido acionada para ajudar os caminhoneiros a deixarem o protesto, chegou na hora da confusão.
— Demos voz de prisão, mas ele correu para o Paraguai — afirmou um delegado da PRF.
Segundo a PRF, o acusado é Vanderlei de Almeida, de 45 anos. Ele já foi preso duas vezes. A polícia ainda estava apurando por quais crimes. Um dos dois caminhões de Almeida parados na BR-463 trazia uma inscrição no para-brisas pedindo a intervenção militar.
Na BR-163, perto de Campo Grande (MS), um grupo de cerca de seis homens atirou paus e pedras em caminhões, aos gritos de “vaza, louco” e “vai, filho da p...”, na tarde da última terça-feira. O comboio de caminhões-tanque, gás e baús-frigoríficos era escoltado por agentes da PRF. Pelo menos quatro veículos foram danificados.
Pelo lado positivo, as principais rodovias do país não têm mais bloqueios. A Rodovia Régis Bittencourt, entre São Paulo e Curitiba, está liberada. Na manhã de ontem, o Exército iniciou uma operação para retirar caminhoneiros em cinco trechos da rodovia. Um grupo de no máximo 50 pessoas permanecia em um posto de gasolina que servia de base para os caminhoneiros.
— Lutamos tanto para sermos tirados desse jeito — disse um caminhoneiro.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Forças Armadas liberaram trechos ocupados por manifestantes em Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Paraná, Roraima e São Paulo. Por volta das 18h, a Rodovia Presidente Dutra não apresentava bloqueios.

ONDA DE ‘FAKE NEWS’ É PRÉVIA PARA ELEIÇÕES

Em nota, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) informou que pedirá às autoridades para garantir a segurança dos caminhoneiros que queiram retomar as atividades.
Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal petição adicional cobrando R$ 67,2 milhões em multas de outras nove transportadoras que descumpriram decisão liminar e não desobstruíram rodovias. Já foram multadas, até agora, 96 transportadoras, no total de R$ 272,3 milhões.
Para ajudar no trabalho de desobstrução de vias, o governo vai editar uma medida provisória (MP) permitindo que policiais da PRF trabalhem nas folgas, a fim de aumentar o contingente nas estradas. Isso permitirá um reforço equivalente a 2 mil policiais.
O ministro Jungmann disse ainda que as fake news que pipocaram durante a greve dos caminhoneiros dão uma ideia do que a sociedade terá de enfrentar nas eleições de outubro:
— Tivemos uma avant première do que serão as fake news nas eleições. Uma quantidade impressionante, quase infinita de notícias falsas divulgadas nas redes sociais, e isso deve chamar atenção.

SINDICATOS DE POLICIAIS FEDERAIS SÃO PRÓ-GREVE

Entidades ligadas à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e à Polícia Federal (PF), que estão atuando para debelar a crise gerada pela greve dos caminhoneiros, divulgaram apoio público à paralisação. Pelo menos dois sindicatos da PRF — Santa Catarina e Paraná — e a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) manifestaram essa posição em notas.
A Fenapef afirmou que “a luta da categoria é a nossa luta.” Já o sindicato da PRF do Paraná manifestou solidariedade “não apenas com os caminhoneiros, mas também com cada brasileiro e brasileira que mais uma vez assume uma injusta fatura da corrupção.” Paraná e Santa Catarina estão entre os estados com mais bloqueios.

Colaboraram Aura Mazda e Fábio Corrêa, especiais para O GLOBO, e Frederico Lima, estagiário, sob a supervisão de Francisco Leali