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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Enchente - Rondonia e Acre




ENCHENTE - BR 364 é fechada e isola Acre

 
Quinta-Feira, 20 de Fevereiro de 2014 / 01:00 - Atualizado em Quinta-Feira, 20 de Fevereiro de 14 / 10:53
 
A Polícia Rodoviária Federal divulgou nota esclarecendo sobre o fechamento da BR 364, no trecho do Km 868 até o Km 871 - sentido Acre - devido a cheia do rio Madeira, que já está tomando conta de parte da pista e dificultando o acesso dos veículos. Para piorar ainda mais a situação os trechos alagados apresentam correntezas. O DNIT demarcou o trecho de risco sinalizando com estacas. Confira abaixo a nota (atualizada):

NOTA DA PRF - Em virtude do trecho compreendido do km 868 até o km 871 da BR 364 sentido Acre estar tomado pelas aguas do rio Madeira e apresentar forte correnteza no local, a Polícia Rodoviária Federal em conjunto com o DNIT visando a manutenção da segurança e preservação de vidas dos usuários da rodovia interrompeu o tráfego dos veículos pequenos neste local as 19 horas de ontem (19.02) da BR 364 sentido Acre.
No que se refere aos veículos maiores, o DNIT está fazendo a instalação de estacas para sinalizar a rodovia, caso a sinalização surta o efeito esperado os veículos grandes poderão passar, caso contrario a pista será interrompida também para esta categoria de veículos
Pedimos a compreensão e o apoio da população para aguardarem para efetuarem sua viagem pois, na primeira hora de amanhã uma equipe de técnicos do DNIT irá efetuar uma avaliação da rodovia e caso esta apresente melhores condições de transitabilidade, a pista será liberada
Estamos trabalhando visando garantir a segurança dos usuários da rodovia.
Confira vídeo sobre a situação da BR 364 na região de Abunã e Mutum-Paraná publicado ontem no site AC24Horas.

Fonte: prf
 

BR-364 que liga Rondônia ao Acre é interditada

Água sobre a rodovia chega a quase um metro; trafegabilidade de caminhões para abastecimento do Acre está impedida


 
PORTO VELHO - A BR-364, rodovia que liga Porto Velho (RO) ao Estado do Acre, está interditada completamente desde a noite de quinta-feira (20) devido a cheia histórica do rio Madeira e afluentes. De acordo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a suspensão do trânsito foi necessário devido a alagação chegar a quase um metro de altura no trecho que compreende os quilômetros 701 ao 868. Todo tipo de transporte está proibido, inclusive os caminhões que utilizam a rota para abastecer o Estado do Acre.
 
 
 

Chuvas na região
A expectativa do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) é que o rio Madeira passe a ter vazão de água a partir do dia 24, mas a chefe de operação na região, Ana Strava, alerta que essa é uma semana crítica para o rio Madeira. "O manancial está recebendo um grande volume de água proveniente das precipitações que ocorreram no dia 14 na cabeceira, mas precisamente na bacia do rio Beni", explica.
 
21/02/2014 12h36- Atualizado em 21/02/2014 12h36

Veja fotos da enchente histórica em Porto Velho nesta sexta

Nível do Rio Madeira atinge 18,01m, cota máxima dos últimos 50 anos.
 

 
 Notícia
Cidades
23/02/2014
16h02
por Portal Amazônia, com informações da Agência Brasil

Rio Madeira atinge 18 metros e Rondônia pode decretar estado de calamidade

Defesa Civil do Estado estima que existam mais de 2 mil famílias desabrigadas somente em Porto Velho

Aumento no nível do rio, o governo estadual de Rondônia estuda decretar estado de calamidade, segundo informou o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Pimentel. De acordo com ele, o número de famílias desabrigadas somente em Porto Velho pode ultrapassar 2 mil.
Um relatório do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) aponta que quatro rodovias federais no Estado estão com o trânsito prejudicado. A BR-319, que passa por Porto Velho, está alagada e o trânsito liberado apenas em meia pista. Na BR-425, que passa por Guajará-Mirim, também há alagamento.
O Dnit trabalha para disponibilizar uma rota alternativa pela BR-421, que corta as cidades Nova Mamoré, Nova Dimensão e União. Na BR-429, na altura do quilômetro 116, entre Alvorada do Oeste e São Miguel do Guaporé, houve rompimento do aterro da cabeceira da Ponte de Madeira sobre o Igarapé Sossego. O tráfego está liberado apenas para veículos leves.
 
Já na BR-364, que liga Porto Velho ao Acre, entre os quilômetros 800 e 871, ainda há água sobre a pista. Equipes do Dnit estudam a instalação de barreiras para conter o avanço da água. Homens da Força Nacional de Segurança Pública também atuam para controlar o fluxo de carros entre os dois Estados.
Na capital acreana, Rio Branco, a situação tende a se estabilizar. O nível do rio Acre diminuiu e neste sábado atingiu a marca de 15 metros.
No Amazonas, equipes do DNIT providenciam um desvio no quilômetro 280 da BR-230, que liga Apuí a Humaitá, por causa do rompimento de um bueiro.
 
por Vanessa Moura - jornalismo@portalamazonia.com

Enchente afeta mais de 500 mil pessoas e ameaça abastecimento em Rondônia

Estado declarou situação de emergência e Defesa Civil pede que população economize combustível e evite viagens

PORTO VELHO - A coordenadoria da Defesa Civil de Rondônia apresentou, nesta sexta-feira (14), mapeamento dos locais afetados pela inundação do rio Madeira e as atividades da Operação Enchente nas últimas 24 horas. Conforme a pasta, estão em situação de emergência as cidades de Rolim de Moura, Santa Luzia do Oeste, Nova Mamoré, Guajará-Mirim e Porto Velho, juntamente com o distrito de Jacy-Paraná. Segundo estimativa, 570 pessoas são afetadas pelas inundações nos seis municípios.

O nível do rio Madeira chegou a 17,38 metros nesta sexta-feira (14). A previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) é que chegue a 18m no dia 20. "A estimativa do dia 20 foi feita há 10 dias, consideramdo margem de erro de 25cm", explica a representante do Sipam, Ana Paula Strava. Sobre o cenário após esta data, a especialista afirmou que "a perspectiva é que o nível do rio se mantenha acima das médias históricas até a primeira semana de março".

O coordenador da Defesa Civil de Porto Velho, José Pimentel, espera que o nível do rio não ultrapasse os 18 metros. "Se isso acontecer nós vamos atingir uma área muito grande no município", preocupa-se. Último levantamento feito na quinta-feira (13) registrou 345 famílias retiradas de áreas de alagações na cidade. Destas, 65 famílias estão abrigadas na Escola Maria Izaura, no bairro Costa e Silva, e outras 50 estão no Ginásio da escola Eduardo Lima e Silva.
Bairro Triângulo também é dos pontos mais afetados com a cheia do rio Madeira.Foto: DivulgaçãoBairro Triângulo também é dos pontos mais afetados com a cheia do rio Madeira.Foto: Divulgação
 Defesa Civil de Rondônia fala sobre medidas em relação a cheia do rio Madeira. Foto:Vanessa Moura/ Portal Amazônia 
Defesa Civil de Rondônia fala sobre medidas em relação a cheia do rio Madeira. Foto:Vanessa Moura/ Portal Amazônia
Área onde se concentra as empresas petrolíferas de Porto Velho.Foto: Divulgação
Área onde se concentra as empresas petrolíferas de Porto Velho.Foto: Divulgação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Área onde se concentra as empresas petrolíferas de Porto Velho.Foto: DivulgaçãoPimentel disse ainda que o consórcio responsável pela usina de Santo Antônio ajudou no realocamento de famílias do Baixo Madeira para o reassentamento Novo Engenho Velho, que também fica na margem esquerda do rio. ''Parte dos moradores foram para casa de parentes e a Arquidiocese disponibilizou igrejas católicas para servirem de abrigo. A Escola Maria Izaura está com sua capacidade esgotada. A Prefeitura locou alguns apartamentos que serão liberados a partir de amanhã (15). São apartamentos que vão abrigar 40 famílias'', afirma.
Parte da praça Estrada de Ferro Madeira- Mamoré  foi interdita devido a invasão das águas do rio Madeira. Foto: Divulgação
O distrito de Jacy-Paraná é um dos pontos críticos de alagação.Foto: Divulgação
 Segundo Pimentel, esses abrigos ainda não são suficientes, mas já foi solicitado apoio do Exército. O Exército, segundo o coordenador, pode fornecer barracas com capacidade para 14 famílias e precisa do respaldo do Ministério da Defesa para o Kit 100, estruturas que atenderão a 100 famílias. A Coordenadoria da Defesa Civil de Porto Velho conta com cerca de 200 pessoas em campo para o trabalho de apoio aos desabrigados.
Para o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Ubirajara Caetano, as áreas mais críticas em Porto Velho estão na parte ribeirinha. Ele listou regiões na margem direita fo Baixo Madeira, a área próxima à Estrada do Belmont onde se concentra as indústrias petrolíferas e os distritos de Jacy-Paraná e a Fortaleza do Abunã.

Ainda segundo o coronel, bases de apoio serão montadas em Guajará-Mirim e nas comununidades ribeirinhas de Porto Velho: Calama e São Carlos. Essas bases fornecerão alimentos e medicamentos pas as famílias atingidas pelas alagações.

Monitoramento aéreo
O coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Ubirajara Caetano, realizou um voo de Porto Velho até próximo a usina de Jirau, no distrito de Jaci-Paraná para ter dimensão dos alagamentos nessas áreas. Foram identificados pontos crítico como o da ponte sobre o rio Araras, que dá acesso a Guajará- Mirim. As águas também ameaçam invadir a ponte em Jacy-Paraná, na BR-364. O nível da água já está no limite da ponte.
Além do isolamento de comunidades no Baixo Madeira, a Defesa Civil alerta que a enchente causa transtornos para o abastecimento de combustível. O coordenador da Defesa Civil de Rondônia explicou a logística do combustível em Rondônia. "Todo combustível, diesel e gasolina vem das refinarias de Manaus, entra em Rondônia pelo rio Madeira e é transferido para os caminhões. A transferência de combustível é por tubulação e se o nível do rio aumentar vai encobrir a tubulação e paralisar a atividade", afirma.
 
O coordenador pede a colaboração da população. "Aqueles que não precisam utilizar carros, não utilizem. Aqueles que pensam em ir para Guajará-Mirim, esqueçam porque não tem estrada. Nem para o Acre se for só para turismo. É um desastre natural, então evitem de usar as rodovias. É muita chuva, é perigoso tem as questões dos acidentes'', afirma. O coronel disse ainda que o combustível já estão sendo racionados para a Termo Norte.
O problema de abastecimento de combustível também ameaça a distribuição de energia da Termo Norte faz para Rondônia, Acre e Mato Grosso. O coronel Caetano disse que já tem um planejamento caso isso aconteça. ''Vamos avisar o ministro de Minas e Energia para autorizar a gente a fazer uma operação simples que faz com que a energia da Termo Norte seja complementada com a energia gerada pelas usinas de Jirau e Santo Antônio'', afirma.
Efetivo
Para a Operação Enchente são utilizados três helicópteros, dois aviões, oito carros, cinco embarcações e seis caminhões. Também foi empregado um efetivo de cerca de 170 servidores nas primeiras 24 horas da operação, sendo bombeiros, soldados, voluntários e funcionários municipais. A Operação enchente retirou 212 famílias em áreas de riscos e realizou o salvamento de pessoas isoladas pela inundação dos Alto a Baixo Madeira.
Na quinta-feira (12), o governador Confúcio Moura decretou situação de emergência por causa das cheias dos rios em Rondônia. A etapa de situação de emergência mostra que os desastres ambientais são graves, mas ainda não é a fase mais caótica. Quando a situação está fora de controle, aí sim é decretado estado de Calamidade Pública, que é a classificação mais grave do problema.

Suframa - Greve AM, AC, RO, RR e AP

20/02/2014 23h14- Atualizado em 20/02/2014 23h30

Caminhoneiros temem ficar presos no Acre devido a greve da Suframa

Motoristas temem que Rio Madeira continue a subir e BR-364 fique fechada.
Greve dos servidores da Suframa foi deflagrada nesta quarta-feira (19).


Veriana RibeiroDo G1 AC


Mais de 30 caminhões estão no pátio da Suframa, em Rio Branco (Foto: Veriana Ribeiro/G1)Mais de 30 caminhões estão no pátio da Suframa, em Rio Branco (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

O pátio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Acre está lotado de caminhoneiros com mercadorias paradas devido a greve dos servidores da autarquia, deflagrada nesta quarta-feira (19). Os motoristas temem que a greve, as entregas atrasem e, com a cheia do Rio Madeira (17,93m), não consigam retornar pela BR-364.
Márcio Rogério Gatto está vindo de Santa Gertrudes (SP) e já está preocupado com a situação da demora. "Meu medo é, devido essa paralisação, a gente demore para entregar a mercadoria e acabe sem ter como voltar, por conta da cheia do Rio Madeira. Se isso acontecer, é mais prejuízo para a gente", afirma.
O motorista diz que são mais de 30 caminhões parados no pátio da Suframa e em postos de gasolinas próximos ao local. Ele explica que há um prejuízo grande para a categoria. "Aqui a média de prejuízo para cada caminhão que fica parado é de R$800. Se agente contar, vai aí mais de R$ 6.000, porque deve ter aqui mais de 30 caminhões. Muita gente já conseguiu descarregar, porque desistiu do desconto para favorecer a descarga", explica.
O motorista Ricardo Fernandes conta que teve que passar por dois pontos críticos de alagamento da BR-364 para chegar ao Acre, além de ficar parado em uma manifestação em Jaci Paraná. Segundo ele, quando chegou no Acre, ainda foi pego de surpreso pela greve da Suframa. "Eu não sabia que estava tendo greve, soube quando cheguei aqui. Se eles não trabalham, a gente não tem como descarregar", reclama.

Os motoristas contam que estão conversando com órgãos como a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público (MP), para que eles intercedam nas negociações. "Eles aconselharam a gente a não fazer uma manifestação e nem tentar fechar a BR. Mas vai chegar um momento que a gente vai ter que fazer isso, a situação está ficando cada vez mais difícil. Não tem mais espaço no pátio e a gente não tem segurança", afirma Fernandes.
O motorista Altair Back já está preocupado. Ele afirma que não há condições seguras para os motoristas e que cada dia parado gera gastos. "Estamos dependendo desse carimbo para entregar a mercadoria. Não estamos dizendo que eles estão errados de fazer a greve, mas tinha que ter um atendimento mínimo de 30%. Não moramos aqui, a gente fica à deriva gastando dinheiro, temos que pagar para usar banheiro e tomar banho. Quem vai ressarcir a gente?", reclama.
Estão retidos no pátio da Sufra, os produtos que recebem benefícios fiscais, explica Renato Santos, representante do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa) no estado. "Nós temos aqui ferro, refrigerante, enlatado. Praticamente todos os produtos industrializados que entram aqui no estado, com exceção dos produtos da cesta básica. Na sua maioria, os produtos [cesta básica] que entram aqui no estado já são isentos de tributação. Outros produtos que não são adquiridos por indústrias, e sim por distribuidores, podem descarregar", afirma.
Suframa Acre  (Foto: Caio Fulgêncio/G1)
Servidores da Suframa deflagraram a greve nesta quarta (19) (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

O sindicalista defende que a Suframa não é considerada serviço essencial e que está trabalhando internamente, porém, o atendimento aos caminhões ficara restrito para os produtos perecíveis da cesta básica, remédios, vacinas e produtos hospitalares, que continuam recebendo atendimento da Suframa. Todos os demais, devem ficar retidos no parque se quiserem receber o benefício. "Gás, combustível, bebida alcoólica, nenhum desses fica detido. Só aqueles que possuem benefício de isenção fiscal é que vão ficar detidos", explica.
Além do Acre, a interrupção dos serviços ocorre em todos os estados da Amazônia Ocidental: Amazonas (AM), Rondônia (RO), Roraima (RR) e os municípios de Macapá e Santana, no Amapá (AP).
De acordo com o sindicalista, a greve foi deflagrada, porque o Governo Federal fechou os canais de diálogo com a categoria, mesmo tendo ocorrido uma paralisação em novembro de 2013. A categoria quer debater com o governo a ausência de autonomia administrativa e financeira da Suframa, a falta de interiorização do desenvolvimento e a reestruturação do Plano de Cargos e Carreiras da instituição.
Santos acrescenta que as negociações ocorrem em Manaus e está marcada uma conversa nesta sexta-feira (21), mas o sindicalista teme que a situação fique crítica caso as negociações demorem.
"A gente atende uns 50 a 60 caminhões por dia, de produtos diversos. A chegada maior é na segunda-feira. Pode ter uma fila enorme na BR e vai ficar um caos, porque estão vindo vários caminhões de Rondônia", finaliza.

Suframa - Nova Greve






19/02/2014 23h52- Atualizado em 20/02/2014 13h45

Servidores da Suframa iniciam greve geral por tempo indeterminado, no AM

Categoria quer melhorias salariais e reestruturação física de unidades.
Ingresso de mercadorias em Manaus pode sofrer danos, diz órgão.

Do G1 AM
 
Servidores da Suframa querem melhorias salariais  (Foto: Jamile Alves/G1 AM)Servidores da Suframa querem melhorias salariais (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
Cerca de 400 servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) iniciaram uma greve geral, por tempo indeterminado, a partir desta quarta-feira (19). Eles reivindicam a reestruturação do plano salarial e exigem também melhorias na infraestrutura das sedes da superintendência espalhadas pelo Norte do país. Ao todo, cinco estados, entre eles o Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá, já aderiram a paralisação. De acordo com o órgão, a greve poderá causar danos ao ingresso de mercadorias no mercado local.
Segundo o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, no momento, o órgão se articula com o propósito de manter as atividades mínimas na sede, bem como serviços essenciais, como o fornecimento de insumos alimentícios e medicamentos. "Eventualmente se nós tivéssemos uma paralisação absoluta e completa nós teríamos prejuizos muito grandes. Mas nós estamos trabalhando no sentido de dialogar para que isso possa ter uma minoria nos danos. A greve é um direito do trabalhador. Eles tem liberdade de decisão e nós respeitamos", disse.
 
De acordo com Nogueira, reuniões com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) têm sido realizadas sobre as reivindicações de servidores. O superintendente afirmou que busca manter Brasília informada sobre as pautas em discussão e que aguarda uma manifestação do Ministério do Planejamento para decidir sobre a questão. "Ainda hoje teremos uma reunião com o (MDIC) para definir os próximos passados", contou.
Pela manhã, a comissão grevista se reuniu junto com o superintendente para discutir sobre os desdobramentos e impactos da greve. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, uma "proposta verbal" não impedirá a paralisação. "Ele [Thomaz Nogueira] não nos apresentou nenhum documento na reunião, nada que nos desse respaldo de que nossas reivindicações seriam atendidas. Assim não é possível que haja acordo", afirmou.
Conforme Belchior, um servidor de nível superior da Suframa recebe mensalmente um valor salarial equivalente a R$ 4.500, valor inferior a um servidor de nível médio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo. "No Ipea, um auxiliar de serviços gerais ganha R$ 4.690. A defasagem salarial é muito grande, essa é a nossa prioridade. Em segundo vem a restruturação física das unidades da Suframa, que estão abandonadas, como o caso de Guajará-Mirim, em Rondônia. Quando chove os servidores tem que andar de botas porque alaga tudo, pois não foi pavimentado", disse o vice-presidente do sindicado.
Ainda segundo ele, as atividades essenciais de suporte a vida, como a liberação de medicamentos, materiais hospitalares e insumos alimentícios, serão mantidas conforme orientação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público Federal (MPF). Belchior afirmou também que a greve segue por tempo indeterminado. "Existem servidores trabalhando em todas as unidades, como no aeroporto e no Porto da Ceasa. Se tiver boa vontade do Ministério do Planejamento, amanhã a gente sai da greve. Caso contrário, não temos prazo para encerrar a paralisação", concluiu.
Em cartazes espalhados pela entrada da sede da Suframa, servidores questionavam a prorrogação da Zona Franca de Manaus, frente as condições salarias e de infraestrutura. Em coletiva, o superintendente do órgão, Thomaz Nogueira, afirmou que deve apresentar uma resposta aos servidores até esta sexta-feira (21).
 
Misrai Barbosa
há 4 dias
Sr. Belchior, não está sendo liberado nada, improcedente suas informacoes, estivemos hoje na sede do órgão da Suframa, para realizar a liberacão de um medicamento perecivel e o Agente de carga foi tratado como palhaço, é mais bonito falar a verdade viu, porque ai não temos que ficar perdendo tempo indo lá no centro sul da cidade para não resolver e ainda ser desrespeitado, absurdo!
 
Joao Pedro
há 4 dias
tem q fazer uma resciclagem nos funcionarios da suframa, sao todos da velha guarda pelo visto, e nao parecem estar preocupados, na foto estavam todos rindo

 
 
 
 
 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Trecho da BR-010 entre Açailândia e Imperatriz está interditado

A interdição começou por volta das 2h deste sábado (15), por conta da chuva que começou na noite de ontem (14)

Em sábado 15 fevereiro 2014 às 8:30, por Edigeny Barros

Atualizada às 11h40
A BR 010 está “cortada” no Povoado Km 1700, entre Imperatriz e Açailândia. A interdição começou por volta das 2h da manhã deste sábado (15). Dezenas de ônibus e caminhões, sem saber do perigo logo à frente, se aglomeraram, tendo que retornar ao destino inicial. Um desvio foi feito pela Estrada do Arroz.
br
Com o volume da enxurrada, a cratera já está nas duas vias da pista
br-010-KM1700_JESNEMMORAIS
Uma equipe do Dnit esteve no local e já sinalizou a via
Uma cratera em uma das vias foi o que causou a interdição da pista. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) sinalizou o local e uma equipe tenta realizar o reparo da pista, com maior reforço a partir de segunda-feira (17).
O trecho já havia sido interditado antes, por conta das chuvas e como medida de contenção, colocaram novas manilhas, que foram arrastadas devido à enxurrada que escorreu por elas com a chuva da noite desta sexta-feira (14).
BR-010
A interdição começou por volta das 2h deste sábado (15)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Elevação de custos e defasagem de fretes exigem reajuste imediato de 14,06%


Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

 

Comunicado ao Transportador Rodoviário de Cargas e aos seus Usuários

O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&LOGÍSTICA apurou, nos últimos 12 meses, aumento acumulado de 7,85% nos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas fracionadas, o INCTF.

O principal vilão na estrutura de custos das empresas de transporte foi o óleo diesel, que respondeu, sozinho, por aumento de 17,27% no preço do litro nas bombas. Os insumos que também colaboraram para esse aumento foram os salários de motoristas e ajudantes, com aumento acumulado de 10,22% e 10,23% respectivamente, as despesas administrativas (exceto salários), com 5,67%, salários administrativos, com 10,12%, pneus, com 12,7%, veículo, com 6,87%, seguros, com 6,07% e recapagem, com 3,77%. Os demais insumos também tiveram aumentos, mas relativamente menores.

Por outro lado, pesquisa realizada pelo mesmo DECOPE, junto às empresas de transporte de carga fracionada, identificou defasagem de frete na ordem de 5,78%, no ano de 2013, que é a diferença entre o frete efetivamente praticado e o custo necessário para remunerar a atividade. Isto porque em 2013 as empresas não obtiveram êxito na renegociação de seus acordos de preços com os clientes, principalmente pela diminuição do ritmo da atividade econômica nacional.

Considerados esses dois fatores, emerge a necessidade imperiosa de se recompor imediatamente as tarifas dessas empresas em pelo menos 14,06%, medida essencial para a manutenção de seus compromissos e investimentos.

Como se sabe, o setor ainda tem como agravante de custos os gargalos da infraestrutura, que vêm reduzindo, sobremaneira, a produtividade. Para não enumerar todas as deficiências de infraestrutura, seguem algumas, tais como: restrições à circulação nos centros urbanos, que hoje alcançam mais de 100 municípios em todo Brasil, barreiras fiscais, a ineficiência nos terminais dos embarcadores e as questões trabalhistas, que ganharam várias exigências adicionais com a Lei 12.619 de junho de 2012. Fora a situação precária da infraestrutura rodoviária e portuária que as empresas têm que enfrentar, além da grande escassez de mão de obra qualificada no setor, notadamente de motoristas.

Assim sendo é de fundamental importância que empresas de transportes e seus clientes se sensibilizem para a necessidade de revisarem seus acordos de preços, como forma de manter empresas saudáveis e parcerias sustentáveis.

LEI 12.619 E OS ÍNDICES DE CUSTOS

A Lei 12.619, que entrou em vigor no dia 17 de junho de 2012 e que regulamenta a profissão do motorista, seja ele empregado ou autônomo, trouxe avanço significativo ao setor de transportes, e, com ele, aumentos expressivos nos custos operacionais das empresas transportadoras. De acordo com estudos já desenvolvidos pelo DECOPE, este aumento variou de 14,98% a 28,92%, dependendo a operação de transporte.

Destaque-se que o impacto dessa nova legislação não foi captado pelos índices (INCTF, INCTL entre outros), porque os parâmetros utilizados pelo DECOPE já atendiam às exigências impostas pela nova legislação.

Assim, aquelas empresas que não ajustaram seus preços aos novos custos devem fazê-lo o mais rápido possível, antes que os mesmos agravem de forma irreversível as suas finanças. Aquelas que não repassaram o aumento de custos imposto pela Lei 12.619 devem acrescer ao INCTF o respectivo índice de impacto.

São Paulo, 31 de Janeiro de 2014.
 
Urubatan Helou
Vice-presidente da NTC&Logística

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Carreta carregada com produtos químicos tomba em Santa Bárbara

 

Uma carreta carregada com produtos químicos tombou na madrugada do último dia 24.01 (sexta-feira), na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), perto de Santa Bárbara d'Oeste (SP). Não houve feridos. O veículo estava carregado com quase 35 toneladas de nitrato de amônia, substância utilizada como fertilizante. A cabine ficou totalmente destruída.
O motorista da carreta perdeu o controle quando o condutor de outro carro bateu no veículo. Ele fugiu do local sem prestar socorro. O caminhão saiu de Cubatão (SP), na Baixada Santista, e seguia para o Pará.
 
Uma parte da carga ficou espalhada no mato. Uma das faixas da pista, sentido capital, ficou bloqueada por três horas.
Um funcionário da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) esteve no local para verificar se havia risco de contaminação do solo. Equipes da concessionária que administra a rodovia tomaram cuidado para evitar que o material se espalhasse.

(Fonte: G1 - 24/01/2014)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Transporte de cargas enfrenta falta de 100 mil caminhoneiros

Seg, 27 de Janeiro de 2014 10:43
 
Na família de Tomaz Gabriel, de 70 anos, a profissão de motorista de caminhão passa de pai para filho há mais de um século. A vida nas estradas teve início com o avô, arrebatou o pai e, apesar dos sacrifícios, caiu no gosto de Gabriel logo cedo. Começou como funcionário, mas aos 33 anos já conseguiu comprar o primeiro caminhão. Era um "mercedinha 71", usado e pago em 24 vezes.

Hoje ele tem um Volvo 2012, automático, com ar condicionado, duas camas na boleia e frigobar. Um luxo comparado aos tempos do avô, que circulava Brasil afora com carretas pesadas, sem conforto. Mas, apesar da modernidade dos caminhões, a tradição no volante parou na geração de Gabriel. Os filhos fizeram faculdade e preferiram uma vida mais confortável, sem as privações das estradas.

A família vai continuar no setor. Mas, desta vez, no comando de uma empresa, com 140 caminhões. O problema será encontrar motorista para dirigir a frota. Ao contrário da época de Gabriel e seu avô, hoje falta profissional no mercado. Calcula-se que o déficit de caminhoneiro já atinja 13% da frota das empresas (ou cerca de 100 mil motoristas), segundo a Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC & Logística).

A escassez tem dificultado a vida das transportadoras e dos produtores, seja do setor industrial ou do agronegócio. Na colheita de soja, a escala de embarque tem sido prejudicada pela falta de profissionais, afirma Carlos Fávaro, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja). "Se uma empresa precisa de dez caminhões para fazer o transporte de soja, recebe apenas dois por dia. Isso provoca estocagem excessiva e redução da competitividade do País."

Para complicar, o contingente de motoristas acaba sendo comprometido com os congestionamentos gigantes na entrada dos portos, como em Santos e Guarujá. Na semana passada, Tomaz Gabriel gastou 21 horas na Rodovia Cônego Rangoni para descarregar no complexo santista. No tempo perdido na fila, poderia ter atendido outra demanda. O exemplo vale também para a má qualidade das rodovias, que às vezes dobra o tempo de viagem. "Junta-se a isso a nova lei de regulamentação da jornada de trabalho dos motoristas, que exige mais paradas e alonga a viagem", diz Antonio Wrobleski Filho, dona da Support Cargo.

A empresa, com frota de 285 caminhões, teve de encostar alguns veículos recentemente por falta de motoristas. Wrobleski acaba de comprar 30 novos caminhões, mas, por falta de profissional, escalonou a entrega para não ficar com carreta parada. "Pedi para entregarem dez imediatamente, dez em abril e dez em maio. É o tempo que terei para contratar mais motoristas. Por enquanto, só consegui oito."

Remuneração. O presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, diz que tem sido difícil convencer um jovem de se tornar caminhoneiro. "Hoje ninguém quer ser motorista por causa das condições das estradas e da remuneração." Ele conta que há iniciativas no mercado de recrutamento de pessoas de 15 a 17 anos para formar caminhoneiros. "Num primeiro momento, eles até têm interesse. Mas quando chega a parte prática e mecânica do curso, mudam de ideia e veem que ser mecânico é mais vantajoso", diz.

Fonseca tem uma empresa de transporte de cana de açúcar e precisa de motoristas especializados na condução de caminhões pesados, computadorizados e cheios de tecnologia. A última turma contratada teve treinamento por 40 dias. "Você dá toda a estrutura para o profissional, plano médico, salário de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil, acomodação para ficar no local durante a safra e alimentação e, mesmo assim, é difícil contratar."

A alta tecnologia dos novos caminhões também amedronta os profissionais, especialmente os motoristas mais velhos, acostumados a veículos manuais. A maioria não sabe operar os novos caminhões. E quando o fazem arriscam suas vidas e de terceiros. O professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, conta que boa parte dos acidentes provocados por caminhoneiros nas estradas está ligada à incapacidade dos motoristas de lidar com as inovações tecnológicas. "Os novos caminhões exigem uma postura diferente no volante. Qualquer movimento brusco pode provocar sérios acidentes."

De olho no risco, a JSL - uma das principais empresas de transportes do País - apostou no treinamento de novos motoristas. O diretor de Operações e Serviços do grupo, Adriano Thiele, conta que a empresa montou 13 centros especializados na formação.

Os funcionários, que devem ter carteira de habilitação específica para dirigir caminhões, são contratados e passam de 45 a 60 dias em treinamento. Em 2012, dos 2,6 mil motoristas contratados, 914 foram formados nessas escolas. "Estamos crescendo a uma taxa anual de 28%. Fomos obrigados a preparar nossa mão de obra", diz Thiele.

Igual estratégia tem sido adotada pela Transportadora Roma, que já ficou com 5% da frota parada por falta de motoristas. Tradicional no carregamento de grãos, a empresa apostou no treinamento para reduzir prejuízos. Hoje, 20% dos seus profissionais foram treinados por instrutores próprios, diz o diretor de transportes, Gelso Luiz Lauer. "Nosso segmento exige caminhões bitrem e rodotrens. É preciso ter habilidade e conhecimento para operá-los."

Resende diz que a situação de escassez de motoristas já era esperada pois a demanda por transporte é cada vez maior e a oferta de ferrovias limitada. "Nas fronteiras agrícolas, a oferta de transporte sobre trilhos é praticamente a mesma há dez anos. O resultado é o desalinhamento entre oferta e demanda."


Fonte: O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CCJ aprova tampa de segurança para produtos perigosos


 






A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou no último dia 03.12(terça-feira) projeto que obriga os fabricantes de produtos químicos, de limpeza e medicamentos a utilizar tampa especial de segurança nesses produtos.
A exigência consta do Projeto de Lei 3530/08, do deputado Mendonça Prado (DEM-SE).

Punições
Pela proposta, as embalagens dos produtos mencionados devem ser à prova de manuseio por crianças e por pessoas que possuam incapacidade mental. O fabricante que não se adaptar à lei terá a licença de funcionamento cassada.
Além disso, poderão ser responsabilizados penal e civilmente por eventuais danos causados à pessoa que ingerir o produto embalado fora dos padrões determinados pelo órgão competente.
Alterações
Para sanar “os diversos problemas” de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposta, o relator na comissão, deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), apresentou substitutivo, que foi aprovado.
O relator retirou da proposta a menção a órgão do Executivo que seria obrigado a regulamentar a nova lei. No caso do texto principal, a atribuição seria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Já o substitutivo da Comissão de Defesa do Consumidor transferiu essa responsabilidade para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Mendonça Júnior também retirou do texto o prazo para a edição do regulamento da lei – seis meses a partir da publicação.
Nos dois casos, segundo o relator, ocorre vício de inconstitucionalidade, pois “há ofensa flagrante ao princípio da separação dos Poderes”.
O relator ainda suprimiu o artigo que revoga as disposições legais contrárias ao previsto no projeto em análise. Conforme ressalta Mendonça Filho, a Lei Complementar 95/98 veda cláusula de revogação genérica.

(Fonte: Jornal da Mídia - 08/12/2013)


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Caminhoneiros de várias partes do Brasil prometem cruzar os braços no dia 10/12/2013

Greves e Manifestações

Por meio de chamada iniciada pelo Movimento Carga Pesada, empresas e transportadores autônomos poderão não trabalhar na data como forma de protesto por melhores condições de exercício da categoria. Movimento pede a revisão da Lei do Motorista (12.619) e o fim da cobrança de pedágio por eixo suspenso. Entidades envolvidas no movimento não foram identificadas
Caminhoneiros de várias partes do Brasil prometem cruzar os braços
Um grupo formado por empresários e transportadores autônomos, o Movimento Carga Pesada, planeja protestar por melhores condições de exercício da atividade cruzando os braços em várias partes do País no dia 10/12, a partir das 9 horas.
O comitê, que teve início com a participação de representantes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, vem buscando apoio para o ato por meio de profissionais de outros estados e, segundo João Fernandes, um dos organizadores, a adesão tem sido grande, e que profissionais da Bahia, Paraná e São Paulo já demonstraram apoio ao movimento.
“Estamos fazendo uma campanha em redes sociais e outros meios da internet, além da distribuição de adesivos em postos para disseminar para toda a classe a possibilidade de transformar 10/12 em um dia inteiro de freio de mão puxado”, diz ele. “Caminhoneiros autônomos e donos de transportadoras de várias partes do País estão ligando para nós informando que haverá apoio por parte deles”.
Dentre outros tópicos o movimento tem como principal finalidade reivindicar:
Renovação do programa do BNDES com concessão de carência de 18 meses, renegociação de até seis parcelas vencidas e prolongamento de até 24 meses, para todos os contratos Finame, inclusive o Procaminhoneiro;
Revisão da Lei do Motorista;
Padronização da pesagem de carga;
Fim da resolução 3.658 da ANTT (carta frete eletrônica), em substituição ao MDF-e (manifesto eletrônico de documentos fiscais);
Revogação da cobrança de pedágio com eixo suspenso;
Subsídio no preço do óleo diesel;
Fixação de valor mínimo de frete de acordo com uma tabela de referência (criação de uma tabela de referência para o valor do frete no Brasil).
“Não temos condições de rodar pelo Brasil da forma que estamos sendo respaldados pelo governo. Muito tem que ser mudado para aliviar a nossa situação”, comenta Fernandes. “Sabemos que esse tipo de movimento afetará também ouros setores, mas é necessário que o governo possa nos escutar de alguma forma para podermos trabalhar com tranquilidade”, conclui.

Fonte: Victor José, via Portal de Notícias Transporta Brasil

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cargas perigosas poderão ter sistema de rastreamento por satélite



Data.: 4/12/2013
As cargas perigosas deverão ser rastreadas por satélite. É o que prevê o projeto (PLS 166/2012) aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) nesta terça-feira (3). O texto obriga a utilização desse sistema de rastreamento nos veículos utilizados para o transporte de cargas perigosas, impondo ao transportador desse tipo de carga a utilização permanente do rastreio.
Para isso, modifica as atribuições da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O projeto também passa a exigir o rastreamento por satélite no transporte de produtos radioativos. A proposta é da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
As cargas perigosas, explica a senadora, são as que podem provocar acidentes, danificar outras cargas ou os próprios meios de transporte ou, principalmente, gerar riscos significativos à saúde ou à vida. É o caso de explosivos e corrosivos, assim como de substâncias inflamáveis, oxidantes, infecciosas ou radioativas. Por isso, é importante acompanha-las durante o transporte para agir rapidamente diante de qualquer imprevisto.
O relator ad hoc, senador Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) apresentou voto favorável à proposta. Segundo acredita, ao impor a adoção de tecnologia já disponível no mercado que permite a localização permanente de veículos utilizados para o transporte de cargas perigosas, a proposta de lei irá possibilitar aos órgãos encarregados da defesa civil condições para adotar as necessárias medidas preventivas.
“Dessa forma, serão reduzidos os riscos de acidentes bem como os custos humanos, econômicos e ambientais deles decorrentes”, justificou em seu relatório.
O projeto segue para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde receberá decisão terminativa.
Fonte.: Agência Senado

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Audiência discutirá tolerância de peso para caminhões nas estradas


 
Data.: 2/12/2013
A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia vai realizar audiência pública, no dia 10 de dezembro, para discutir o percentual de tolerância de peso dos veículos de carga nas rodovias brasileiras.

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que pediu o debate, explicou que, muitas vezes, os transportadores são punidos injustamente porque a carga pode se movimentar durante a viagem e nem sempre é possível distribuí-la precisamente. Outro motivo também seria a falta de estrutura para calcular o peso entre eixos.

Peso por eixo

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou, até dezembro de 2013, a tolerância máxima de 7,5% sobre os limites de peso bruto transmitido por eixo de veículo à superfície das vias públicas. O limite era para ser de 5%.

De acordo com um estudo do Grupo de Trabalho Interministerial de Estudos sobre Peso e Eixo do Contran, o recomendado seria apenas 5% de tolerância. No entanto, para a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, o mais indicado é que a tolerância seja de 10%.

Prejuízos

As concessionárias que administram as rodovias explicam que um trecho de estrada projetado para durar de cinco a seis anos, tem seu tempo de vida reduzido por conta de excesso de carga. Isso gera custos tanto para a empresa que administra a rodovia quanto para os usuários.

Além disso, o excesso de peso reduz a vida dos pneus, freios e outros itens do caminhão, além de afetar a segurança, já que veículos muito pesados estão mais sujeitos a sofrer acidentes.

Convidados

Além da participação de representantes do Ministério dos Transportes, também foram convidados para a audiência:
- o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt), Jorge Luiz Macedo Bastos;
- o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Ernesto Pinto Fraxe;
- o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Morvam Cotrim Duarte;
- o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), João Alziro Herz da Jornada;
- o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Sérgio Gonçalves Neto;
- o presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), Flávio Benatti;
- o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (Abcr), Moacyb Servilha Duarte;
- o diretor de Relações Institucionais da Associação das Empresas Cerealista do Brasil (Acebra), Roberto Queiroga;
- o representante da Assessoria Técnica Rural Brasil (ATR) Fernando Alberto Carvalho; e
- o diretor técnico da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Renato Voltaire Barbosa Araújo.
A audiência será realizada às 14 horas, no Plenário 15.
Fonte.: Agência Câmara










MAIS CUSTO PARA O TRANSPORTE

Data.: 2/12/2013
A recente notícia de que a o governo federal decidiu realizar mais um reajuste dos combustíveis, incluindo o diesel, cai como uma bomba para as planilhas de custo das empresas de transporte rodoviário de cargas.

O diesel, como todos sabem, é um dos principais componentes do custo de uma operação de transporte rodoviário e, como se não fossem suficientes as diversas pressões que ocorrem sobre o frete, como pedágios, carga tributária pesada, burocracia e roubo de cargas, o setor precisar arcar com mais este custo amargo.

Equilibrar os custos é vital para qualquer empresa de transporte e logística e o dinheiro extra que certamente irá cobrir este aumento do diesel, sairá da própria margem das transportadoras, já que os embarcadores são avessos a qualquer aumento nas tarifas e, em tese, os contratos das empresas são anuais e fica difícil de negociar reajustes fora do tempo.
 
Mais uma vez, as empresas de transporte rodoviário de cargas do Brasil são obrigadas a absorver mais um aumento de custos. O SETCESP está atento e trabalha fortemente para diminuir estas pressões sobre as empresas. Conheça os serviços do SETCESP para que sua empresa tenha menos custos e mais eficiência.
Fonte.: Presidência SETCESP

Reajuste da gasolina e do diesel já começa a chegar aos postos do Brasil




Data.: 2/12/2013
O reajuste no preço da gasolina e do diesel anunciado na véspera pela Petrobras já chegou a algumas bombas de combustível neste sábado (30). O G1 visitou mais de 30 postos de localizados nas capitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, além do Distrito Federal e de Olinda, em Pernambuco, e constatou que o consumidor já começa a sentir no bolso a elevação de preços anunciada na sexta-feira (29). Segundo comunicado da Petrobras, a gasolina ficou 4% mais cara nas refinarias e o diesel, 8%.

Em alguns estabelecimentos, o reajuste excedeu a porcentagem informada pela empresa. No Rio, por volta das 9h30, o Posto São Jerônimo do Anil, da bandeira Shell, na Estrada de Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade, já havia reajustado o valor da gasolina comum de R$ 2,999 para R$ 3,199, uma alta de 6,7%.

Em São Paulo, o gerente Rubens Costa do posto BR, localizado na Alameda Santos, Zona Central, disse que o reajuste deve acontecer somente na segunda-feira (3), mas ficará em torno de 6%. “O preço da gasolina, que agora está R$ 2,99, deve ir para R$ 3,19. Isso é o que estimamos.”

Ao longo deste sábado, outros postos do Rio e de São Paulo começarão a levar o reajuste às bombas. Na Zona Norte do Rio, a partir das 14h, o Posto Vianense Petróleo, na Rua Lino Teixeira, no Jacaré, passará o preço nas bombas de R$ 3,059 para R$ 3,139.

No Centro do Rio, o Posto BR Rias Baixas, na Avenida Presidente Vargas, informou que o novo valor precisa aparecer no sistema para reajustar na bomba. Às 9h43, o valor cobrado era de R$ 3,19.

Já na Zona Sul, em Botafogo, o Posto BR ADM, na Rua da Passagem, informou que o valor será reajustado ainda neste sábado de R$ 3,14 para cerca de R$ 3,20.

O Posto de Gasolina e Serviços Feirense, em São Cristóvão, informou que o reajuste acontecerá a partir de segunda-feira (2), sem precisar o valor. Neste sábado, o consumidor pagava R$ 3,099 pelo litro de gasolina comum. Essa é a mesma situação de São Paulo, em que gerentes dos postos Ipiranga, da Rua Bernardino de Campos, e Shell, da Rua 13 de Maio, ambos na Zona Central, afirmaram que a mudança ocorrerá somente na segunda. Nestes postos, a gasolina está por R$ 2,69; o etanol, R$ 1,89; e o diesel, R$ 2,59.
Belo Horizonte

Em postos de combustível visitados pelo G1 em outras duas capitais, os preços começaram a ser reajustados, mas a elevação ficou abaixo do informado pela Petrobras.

Para Minas Gerais, o repasse para o consumidor deve ser de cerca 2,7% no valor da gasolina e de 6% no do diesel, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Paulo Miranda Soares. Ele ressalta que o reajuste, entretanto, varia em cada estabelecimento.

Na região Noroeste da capital mineira, um dos postos localizados na Avenida Américo Vespúcio, já reajustara os preços antes mesmo da chegada de um novo carregamento de combustível: a gasolina passou de R$ 2,799 para R$ 2,899, e o diesel de R$ 2,497 para R$ 2,697, o que representa alta de cerca de 3,5% e de 8%, respectivamente. Segundo o gerente Júlio César Magalhães, o posto apenas repassou o aumento aos clientes para garantir a margem de lucro do estabelecimento.

Em outro posto na mesma avenida, o funcionário público Marcelo Magno conseguiu abastecer, nesta manhã, ainda com o preço sem o reajuste, pois os novos valores começaram a valer a partir das 13h deste sábado (30). “Caro é, mas fazer o quê?”, lamenta Magno sobre a elevação. No local, a gasolina subirá aproximadamente 3,5% e passará de R$ 2,89 para R$ 2,99. O diesel ficará cerca de 5,6% mais caro e passará de R$ 2,499 para R$ 2,639.
Campo Grande

Em Campo Grande, um estabelecimento na Avenida Tamandaré, na Vila Nasser, o litro da gasolina comum passou de R$ 2,94 para R$ 3,06 e o do diesel comum, de R$ 2,36 para R$ 2,48. O proprietário João Dassoler relatou que os preços foram reajustados com base no que foi repassado pela refinaria, mas podem ser alterados, para cima ou para baixo, já que os cálculos ainda estão sendo feitos.

No Jardim TV Morena, um posto na Rua Spipe Calarge reajustou o preço do litro do diesel de 2,47 para R$ 2,65. Segundo o gerente, Valdir de Souza, o preço do litro da gasolina comum, hoje de R$ 2,98, será reajustado nos próximos dias. O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro/MS) informa que repassar de imediato um reajuste ao consumidor é a prática mais comum entre os empresários.

Distrito Federal

O G1 visitou mais de 15 postos localizados na Asa Norte de Brasília. Destes, apenas dois reajustaram o valor. Em um estabelecimento localizado na Quadra 503 Norte, o reajuste para o consumidor foi de 4,7%, mais alto que o definido pela Petrobras para as refinarias. A gasolina passou de R$ 2,98 na noite de sexta para R$ 3,12 na manhã deste sábado.

O gerente do posto, que não quis se identificar, disse que a empresa recebeu de madrugada um caminhão de combustível já com novos preços e que o índice foi repassado ao consumidor. Ele afirmou que recebeu orientação dos donos do posto para aplicar um reajuste de 4,7%, mas disse que o preço pode ser revisto.
No posto da 102 Norte, a gasolina também já está com novos preços para os consumidores. O reajuste, porém, foi de 2% – o litro passou de R$ 2,99 para R$ 3,05. O frentista disse que o posto recebeu nova remessa de combustível na manhã deste sábado, já com reajuste da refinaria.

Belém

O G1 foi a três postos de combustível no centro de Belém e em nenhum o reajuste já foi aplicado. Nos locais visitados, a gasolina comum custa de R$ 2,77 a R$ 3,07. “Está cada vez mais complicado pagar pela gasolina. E eles querem cobrar o preço mais alto, porque ontem eu fui em cinco postos e não quiseram me vender porque queriam pegar o aumento de hoje”, afirma o eletricista morador de Belém, José Furtado, que tem carro e moto.

“Isso é um absurdo. Eu rodo 70 quilômetros por dia, uso o carro para tudo”, reclama o militar Samir, de 27 anos, que precisa se locomover de Ananindeua para Belém todos os dias. Ele estava em um posto no centro da capital, cujo valor da gasolina estava em R$ 3,07, ainda sem reajuste.

De acordo com o Sindicato dos Postos de Gasolina do Estado do Pará, 90% dos postos do estado devem fazer pedido de reposição dos combustíveis para distribuidoras neste sábado (30) ainda. De acordo com o presidente do sindicato, Alírio Gonçalves, o aumento deve ser em torno de R$ 0,04 para gasolina e R$ 0,11 no diesel.

“A maioria dos postos em Belém já está reajustando os preços na bomba. Até porque o aumento foi muito grande. Agora sobre o preço, é complicado, porque o Pará é o 5º estado do Brasil com combustível mais caro”, diz. Segundo Gonçalves, dois fatores contribuem para esse alto custo, a distância das distribuidoras e a carga tributária: o ICMS sobre a gasolina é de 28%.

Olinda
 
Em Pernambuco, o reajuste do diesel ficou acima do projetado pela Petrobras. No bairro de Ouro Preto, em Olinda, o posto São Salvador, da bandeira BR, elevou de R$ 2,29 para R$ 2,49 o litro do diesel, alta de 8,7%. Em outro posto, também em Olinda, no bairro do Varadouro, houve um aumento de R$ 0,20 no valor do diesel, que agora custa R$ 2,59, elevação de 8,3%.
Fonte.: G1